Política

Ex-presidente Bolsonaro recebe alta hospitalar e segue para prisão domiciliar temporária

A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), levando em consideração o estado de saúde do ex-presidente

Por Redação* 27/03/2026 10h10
Ex-presidente Bolsonaro recebe alta hospitalar e segue para prisão domiciliar temporária
Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar em Brasília - Foto: Reuters/Adriano Machado/File Photo

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu alta hospitalar nesta sexta-feira (27) e retornou à sua residência, em Brasília, onde cumprirá prisão domiciliar humanitária por um período inicial de 90 dias.

A medida foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), levando em consideração o estado de saúde do ex-presidente. Como parte das condições, Bolsonaro voltará a utilizar tornozeleira eletrônica.

Ele deixou o hospital DF Star por volta das 10h. Pouco antes, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro também havia saído do local em veículo próprio.

Bolsonaro estava internado desde o dia 13 de março, após ser diagnosticado com broncopneumonia bacteriana provocada por um quadro de broncoaspiração. Durante o período de internação, permaneceu dez dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), sendo transferido para um quarto na segunda-feira (23).

A decisão que autorizou a prisão domiciliar foi proferida na última terça-feira (24). Nela, Moraes estabeleceu o prazo inicial de 90 dias, acolhendo os argumentos da defesa e o parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontaram a necessidade de um ambiente adequado para a recuperação do ex-presidente.

Segundo o ministro, o tratamento em casa é o mais indicado para garantir a plena recuperação, destacando que casos de pneumonia nos dois pulmões podem demandar entre 45 e 90 dias de restabelecimento.

Apesar disso, Moraes ressaltou que a estrutura do 19º Batalhão da Polícia Militar — conhecido como “Papudinha”, onde Bolsonaro cumpre pena — é adequada, com atendimento médico imediato e monitoramento três vezes ao dia.

*Com informações do G1