Política
Renan Filho diz que governo monitora risco de greve de caminhoneiros
Governo acompanha cenário para evitar impactos no abastecimento e na economia
O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou que o governo federal acompanha de perto a possibilidade de paralisação de caminhoneiros e poderá adotar novas medidas caso a mobilização avance. Segundo ele, o cenário é monitorado continuamente devido aos possíveis impactos sobre a economia e o abastecimento no país.
Entre as iniciativas em estudo está a edição de uma Medida Provisória para reforçar a fiscalização do piso mínimo do frete. A proposta prevê o endurecimento das penalidades para empresas que descumprirem a tabela, além da ampliação dos mecanismos de controle, inclusive com o uso de sistemas eletrônicos.
A preocupação ocorre em meio à crescente insatisfação da categoria, que relata aumento dos custos operacionais — especialmente com o diesel — sem reajustes proporcionais nos valores pagos pelos fretes. A alta do combustível, por sua vez, tem sido influenciada por fatores externos, como a instabilidade no mercado internacional de petróleo.
Dados do próprio Ministério dos Transportes apontam aumento recente no número de infrações relacionadas ao descumprimento da tabela do frete, com aplicação de multas de alto valor. Ainda assim, a avaliação interna é de que as penalidades atuais não têm sido suficientes para coibir as irregularidades.
Renan Filho destacou que o governo mantém diálogo com os caminhoneiros por meio de canais institucionais e da Agência Nacional de Transportes Terrestres, embora não tenha indicado interlocutores diretos para negociação.
A estratégia do governo combina medidas regulatórias e acompanhamento do cenário econômico, buscando evitar uma paralisação da categoria. Nos bastidores, há indicativos de que outras ações podem ser adotadas, incluindo medidas jurídicas contra práticas consideradas abusivas no mercado de combustíveis.


