Política

Haddad e Alckmin lideram disputa ao Senado por São Paulo, aponta Datafolha

Outros nomes como Paulinho da Força (Solidariedade), Rosana Valle (PL) e Gil Diniz (PL) aparecem na sequência

Por Sputnik Brasil com Redação 11/03/2026 11h11
Haddad e Alckmin lideram disputa ao Senado por São Paulo, aponta Datafolha
Foto: © Sputnik Brasil / Guilherme Correia

Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) aparecem à frente na corrida pelas duas vagas ao Senado por São Paulo em 2026, segundo pesquisa Datafolha divulgada pela Folha de S.Paulo. O levantamento foi realizado antes de Haddad confirmar sua saída do Ministério da Fazenda para possivelmente disputar o governo paulista.

Nos cenários avaliados, os nomes do campo governista superam os da direita. No primeiro cenário, sem Alckmin, Haddad lidera com 30% das intenções de voto, seguido por Simone Tebet (MDB), Márcio França (PSB), Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL). Entre os candidatos da direita, os melhores posicionados são Guilherme Derrite (Progressistas) e Ricardo Salles (Novo).

Outros nomes como Paulinho da Força (Solidariedade), Rosana Valle (PL) e Gil Diniz (PL) aparecem na sequência, enquanto uma parcela expressiva do eleitorado declara intenção de votar em branco, nulo ou ainda não sabe em quem votar.

A pesquisa aponta que o eleitorado lulista tende a se dividir entre Haddad e Tebet, enquanto apoiadores de Flávio Bolsonaro (PL) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) se concentram em França, Derrite e Salles. No segundo cenário, sem Haddad, Alckmin assume a liderança com 31%, seguido novamente por Tebet, Marina, França e Boulos.

Nesse contexto, Salles e Derrite mantêm desempenho semelhante, enquanto Paulinho da Força, Rosana Valle e Gil Diniz aparecem com menor pontuação. A taxa de indecisos e votos brancos ou nulos permanece elevada para a segunda vaga.

A direita, entretanto, ainda não definiu quem disputará a segunda cadeira. De acordo com a apuração, Derrite é considerado o nome consolidado para a primeira vaga, com apoio de Tarcísio, mas a segunda segue indefinida após o afastamento de Eduardo Bolsonaro (PL), que era o favorito para ocupar o posto.

Aliados de Eduardo defendem que ele indique um substituto, citando nomes como Gil Diniz, Sonaira Fernandes (PL), Mario Frias (PL) e, mais recentemente, o coronel Mello Araújo (PL). Salles mantém a pré-candidatura, embora interlocutores do ex-presidente Jair Bolsonaro avaliem que ele teria dificuldade para unificar o campo conservador.