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Mitos sobre gatos vira-latas podem colocar a saúde dos pets em risco

Vacinação, alimentação adequada e acompanhamento veterinário são essenciais para garantir qualidade de vida aos gatos SRD

Por Redação 31/07/2026 11h11
Mitos sobre gatos vira-latas podem colocar a saúde dos pets em risco
Gatos sem raça definida representam 86% dos felinos nos lares brasileiros - Foto: Magnific

Neste 31 de julho, quando é celebrado o Dia do Sem Raça Definida (SRD), especialistas reforçam que os gatos vira-latas precisam dos mesmos cuidados de saúde e prevenção destinados aos felinos de raça. A falsa ideia de que esses animais são naturalmente mais resistentes ou menos suscetíveis a doenças ainda é um dos principais obstáculos para a medicina veterinária preventiva.

Segundo dados do PetCenso 2025, levantamento realizado pela Petlove com base em mais de 1,8 milhão de animais cadastrados, os gatos sem raça definida representam 86% dos felinos que vivem nos lares brasileiros. Apesar de serem maioria, muitos tutores ainda acreditam que eles não precisam de tantos cuidados, o que pode atrasar diagnósticos e comprometer a qualidade de vida dos pets.

A médica-veterinária Mayara Andrade alerta que não existe diferença quando o assunto é prevenção e acompanhamento médico.

"Os gatos sem raça definida têm exatamente as mesmas necessidades para uma vida longa, saudável e cheia de bem-estar que qualquer outro gato."

Mesmo sem apresentar sintomas aparentes, os gatos podem desenvolver problemas de saúde que só são identificados por meio de consultas e exames periódicos. Por isso, a recomendação inclui vacinação, vermifugação, castração e avaliações odontológicas regulares.

Entenda os principais cuidados com os gatos SRD
Vira-latas não são imunes a doenças e podem desenvolver enfermidades silenciosas
Vacinação, castração, vermifugação e consultas veterinárias devem fazer parte da rotina do animal
Alimentação inadequada pode causar obesidade e comprometer órgãos importantes
A hidratação adequada ajuda a prevenir problemas renais, comuns entre os felinos
A adoção deve ser planejada, considerando custos e responsabilidades de longo prazo

Outro hábito que merece atenção é a alimentação. Oferecer restos de comida humana ou optar por alimentos de baixa qualidade pode trazer consequências para a saúde do animal ao longo dos anos.

Mayara explica que investir em uma alimentação equilibrada reflete diretamente na qualidade de vida do pet.

"Ingredientes de qualidade garantem nutrientes essenciais em quantidades adequadas e, consequentemente, uma nutrição que contribui para manter músculos, pele, pelagem, sistema imunológico e trato urinário em boas condições, favorecendo um envelhecimento mais saudável."

Além da alimentação, a ingestão de água também é fundamental. O uso de fontes e a oferta de alimentos úmidos, como sachês, são estratégias que ajudam a estimular a hidratação dos felinos e a prevenir doenças renais.

O Dia do Sem Raça Definida também chama atenção para a adoção responsável. Antes de acolher um gato, é importante considerar fatores como disponibilidade de tempo, estrutura adequada do ambiente e capacidade financeira para custear consultas, vacinas e eventuais emergências veterinárias.

Os especialistas lembram que um gato pode viver mais de 15 anos, tornando a adoção um compromisso que vai muito além do carinho inicial.

"A adoção precisa ser encarada como um compromisso de longo prazo. Em troca, poucos vínculos são tão sinceros quanto o de um gato que aprende a confiar em quem o acolheu", conclui a veterinária.