Política

Com reforço de mulheres, chapa do MDB pode fazer três federais em AL

Sob coordenação do deputado federal Isnaldo Bulhões e do senador Renan Calheiros, o partido trabalha para fechar uma nominata competitiva

Por Blog de Edivaldo Junior 04/03/2026 05h05
Com reforço de mulheres, chapa do MDB pode fazer três federais em AL
A chapa de deputado federal do MDB pode ganhar reforço de novas candidatas. - Foto: Reprodução

O MDB de Alagoas deu mais um passo na montagem da chapa de deputado federal com um movimento que promete reforçar o time feminino e equilibrar a disputa interna. Sob coordenação do deputado federal Isnaldo Bulhões e do senador Renan Calheiros, o partido trabalha para fechar uma nominata competitiva, com potencial real de eleger dois parlamentares e disputar a terceira vaga.

A conta é objetiva.

Com Isnaldo Bulhões, Rafael Brito, Chicão e Tereza Nelma já posicionados, o partido parte de uma base para eleger dois. Agora, a direção busca ampliar a capilaridade, especialmente entre o eleitorado feminino e na capital.

Além de Tereza Nelma, nome já confirmado, o time feminino pode surpreender com novos nomes. Estão em discussão as vereadoras de Maceió Silvânia Barbosa e Fátima Santiago. Também entram no radar a empresária Amarides Otto Kümmer e Elba Vasconcelos, conhecida como Elba do Dani, liderança política em Maragogi e mãe do prefeito Dani Vasconcelos.

O desenho é fortalecer presença em Maceió e ampliar influência no Litoral Norte, além de diversificar perfis dentro da chapa.

A estratégia passa por ocupar o limite máximo de vagas permitidas, criando ambiente competitivo interno e estimulando todos os candidatos a buscar votação expressiva.

No cálculo da direção, a meta inicial é garantir duas cadeiras. A terceira dependerá da soma dos chamados “votos médios” e da capacidade dos novos nomes de agregar entre 120 mil e 150 mil votos ao conjunto.

É uma disputa de matemática fina. Enquanto o PP trabalha com projeção de três a quatro vagas, e PSD e PL operam em cenário de uma a duas, o MDB quer se posicionar no intervalo de duas a três cadeiras.

Não é ousadia. É planejamento.

A montagem do time feminino faz parte dessa engrenagem. E, no MDB, a leitura é que eleição proporcional se vence com equilíbrio de perfil, território e densidade eleitoral.

O partido acelera. E quer chegar a abril com a conta praticamente fechada.