Política

Nome de Renan Filho ganha força como possível vice de Lula em 2026

Nos bastidores, a avaliação é de que Lula busca redesenhar sua chapa para ampliar o tempo de televisão e atrair partidos e lideranças de centro, centro-direita e direita, reduzindo o espaço do campo bolsonarista

Por Redação 11/02/2026 09h09
Nome de Renan Filho ganha força como possível vice de Lula em 2026
Renan Filho e Lula - Foto: Ricardo Stuckert/PR

Em publicações recentes nas redes sociais, o ministro dos Transportes, Renan Filho, fez uma sinalização pública de possível despedida do cargo, em meio às movimentações políticas voltadas para as eleições de 2026.

A estratégia incluiu uma referência ao cantor porto-riquenho Bad Bunny e um balanço das principais realizações da pasta, como mudanças na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), leilões de infraestrutura e obras em diferentes regiões do país.

De acordo com o jornalista Voney Malta, o gesto ocorre no momento em que o nome de Renan Filho começa a circular como possível candidato à vice-presidência na chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso o MDB venha a ocupar a vaga. A possibilidade foi mencionada publicamente pelo próprio presidente na semana passada.

O senador Renan Calheiros (MDB-AL), pai do ministro, afirmou que o tema foi discutido em uma conversa com Lula e outro parlamentar no fim do ano passado, na Granja do Torto. Apesar disso, aliados ponderam que o cenário ainda está em formação e que não há definições consolidadas.

Nos bastidores, a avaliação é de que Lula busca redesenhar sua chapa para ampliar o tempo de televisão e atrair partidos e lideranças de centro, centro-direita e direita, reduzindo o espaço do campo bolsonarista, que atualmente tem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como pré-candidato ao Palácio do Planalto.

Nesse contexto, interlocutores apontam que o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) já não teria o mesmo peso político observado em 2022. Lula teria, então, incentivado Alckmin e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a assumirem maior protagonismo em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

Paralelamente, o presidente mantém diálogo com lideranças de outras siglas, entre elas o senador Ciro Nogueira (PP), ex-ministro do governo Jair Bolsonaro, que busca apoio do PT para disputar a reeleição no Piauí.