Política

Rui Palmeira critica Banco Master e aponta irregularidades na Câmara

Vereador repercute operações da PF em regimes de previdência e cobra transparência na gestão da Mesa Diretora da Câmara

Por Assessoria com Redação 11/02/2026 06h06
Rui Palmeira critica Banco Master e aponta irregularidades na Câmara
Rui Palmeira - Foto: Assessoria

O vereador Rui Palmeira (PSD) repercutiu, durante sessão ordinária da Câmara Municipal de Maceió desta terça-feira (10), os novos desdobramentos das investigações conduzidas pela Polícia Federal envolvendo investimentos de regimes próprios de previdência no Banco Master. Em seu pronunciamento, o parlamentar destacou as operações realizadas no Rio de Janeiro e no Amapá, respectivamente o primeiro e o segundo regimes que mais aportaram recursos na instituição financeira.

Maceió aparece como o terceiro ente público que mais perdeu recursos com o Banco Master, o que, segundo o vereador, aproxima o município das investigações em curso. “Se geograficamente estamos a milhares de quilômetros do Amapá, do ponto de vista da investigação a situação está muito mais próxima do que se imagina. A PF vai bater à porta do IPREV Maceió e finalmente saberemos mais detalhes desse investimento absurdo”, afirmou Rui Palmeira.

O parlamentar citou ainda a nota publicada pelo jornal Folha de São Paulo, informando que ao menos outros seis estados possuem investimentos no Banco Master sob apuração, entre eles São Paulo, Amazonas e Alagoas.

Denúncias sobre cargos da Mesa Diretora

Em outro momento de sua fala, o vereador denunciou a possível existência de cargos irregulares vinculados à Mesa Diretora da Câmara Municipal de Maceió. De acordo com ele, há 84 cargos disponíveis, com remunerações que variam entre R$ 5 mil e R$ 17 mil, destinados oficialmente a prestar apoio técnico a órgãos e unidades administrativas da Casa Legislativa. No entanto, parte significativa desses servidores não estaria exercendo as funções previstas em regulamentação, especialmente no suporte técnico às comissões permanentes.

Rui Palmeira afirmou, em tribuna, já ter recebido denúncias e identificado pessoas nomeadas que não exercem atividades efetivas na Câmara Municipal. “Esses cargos deveriam estar servindo às comissões, às secretarias e aos órgãos da Casa, mas o que encontramos são pessoas que sequer aparecem para trabalhar”, declarou.

Entre os casos mencionados estão a esposa de um ex-prefeito do interior do estado e uma jovem de 24 anos, que reside no bairro de Ipioca, em uma rua vulnerável, sem calçamento e sem coleta de esgoto, recebendo salário de R$ 15.700. Segundo o vereador, a mesma pessoa recebeu Bolsa Família até junho de 2025 e teria, inclusive, acumulado o benefício social com a remuneração da Câmara nos seis primeiros meses de nomeação.

O parlamentar reforçou que já fez, em 2025, uma solicitação formal à Mesa Diretora requerendo dados oficiais sobre os cargos, mas que ainda não recebeu resposta. Enquanto isso, Rui afirmou que já está reunindo documentos paralelamente para aprofundar as denúncias e encaminhar todo o material ao Ministério Público Estadual para apuração.

*Assessoria