Política
Câmara aprova Gás do Povo, mas enfrenta resistência da oposição; veja quem votou contra
Apesar da ampla maioria, a medida enfrentou resistência em parte da Casa, especialmente entre parlamentares da direita bolsonarista e da oposição liberal
A Câmara dos Deputados aprovou nesta segunda-feira (2) a medida provisória que cria o programa Gás do Povo, em substituição ao atual Auxílio Gás. A proposta recebeu 415 votos favoráveis, 29 contrários e duas abstenções, e agora segue para análise do Senado. A MP perde validade no próximo dia 11 de fevereiro.
Apesar da ampla maioria, a medida enfrentou resistência em parte da Casa, especialmente entre parlamentares da direita bolsonarista e da oposição liberal. Entre os deputados que votaram contra estão Nikolas Ferreira (PL-MG), Kim Kataguiri (União-SP) e Guilherme Derrite (PP-SP).
As bancadas estaduais com maior número de votos contrários foram São Paulo (7), Santa Catarina (6) e Rio Grande do Sul (4). Também houve votos contrários no Rio de Janeiro (3), Minas Gerais (3) e Mato Grosso do Sul (2), além de Distrito Federal, Roraima, Rio Grande do Norte e Paraná, com um voto cada.
Entre os partidos, o PL liderou a oposição à proposta, com 19 votos contrários, seguido pelo Novo (5), União Brasil (2), PP (2) e PSDB (1). O Novo foi o único partido a orientar oficialmente voto contra a medida provisória.
Ao todo, 29 parlamentares votaram contra a criação do programa. Houve ainda duas abstenções, dos deputados Ismael (PSD-SC) e Lincoln Portela (PL-MG).
Segundo o governo federal, o Gás do Povo deve beneficiar cerca de 15 milhões de famílias, o equivalente a aproximadamente 50 milhões de pessoas, triplicando o público atendido pelo modelo anterior. A proposta tem como objetivo enfrentar a chamada pobreza energética, que dificulta o acesso a itens básicos como o gás de cozinha e a energia.
Diferentemente do Auxílio Gás, que previa o pagamento em dinheiro a cada dois meses, o novo programa permitirá a retirada gratuita do botijão de gás em revendas credenciadas — atualmente mais de 10 mil em todo o país. O beneficiário poderá optar entre o botijão gratuito ou o pagamento em dinheiro, equivalente a pelo menos 50% do preço médio nacional, sem possibilidade de acumular as duas modalidades.


