Política

TDL muda rumo da eleição: Lessa só não vai para o Senado se não quiser

A leitura de um influente interlocutor é que Lessa será escalado pelo governador Paulo Dantas e pelo ministro Renan Filho para disputar a eleição

Por Blog de Edivaldo Junior 04/02/2026 09h09
TDL muda rumo da eleição: Lessa só não vai para o Senado se não quiser
TDL muda rumo da eleição: Lessa só não vai para o Senado se não quiser - Foto: Reprodução

Uma mudança puxa a outra e nenhum movimento passa despercebido. A oposição avançou uma casa no tabuleiro da política de Alagoas com o surgimento de mais um nome para o Senado: Alfredo Gaspar, que se soma a Arthur Lira e Davi Davino Filho. Mas a resposta do governo, ao que parece, já está a caminho.

No novo cenário político, após a quase confirmação da candidatura de Alfredo Gaspar — que pode ou não fazer dobradinha com Arthur Lira, na disputa de vagas para o Senado em Alagoas —, o vice-governador Ronaldo Lessa só não será candidato a senador se não quiser.

A leitura de um influente interlocutor é que Lessa será escalado pelo governador Paulo Dantas e pelo ministro Renan Filho para disputar a eleição ao lado do senador Renan Calheiros (MDB). E o nome do vice-governador caiu de TDL – e não de paraquedas.

O instituto que já protagonizou inúmeros acertos – incluindo a disputa de duas vagas para o Senado em 2028 - revelou que o Ronaldo Lessa está no jogo – e com chances.

A primeira pesquisa registrada para a eleição de 2026 em Alagoas, realizada pela TDL Pesquisa & Marketing e protocolada no TRE sob o número AL-03974/2026, mostrou que Lessa aparece com 14,1% das intenções de voto no Cenário 1, sem sequer ter anunciado candidatura ou feito movimentos políticos recentes.

Esse desempenho reforça sua viabilidade eleitoral. Além dos votos de opinião, Lessa poderia garantir apoio no chamado “segundo voto” das bases eleitorais do MDB. Hoje, o partido controla 80 dos 102 prefeitos de Alagoas, o governo do Estado, tem 14 dos 27 deputados estaduais, dois em nove federais e dois em três senadores - o que amplia significativamente o seu potencial de mobilização.

Resultado – Senado Cenário 1 (TDL)

• Indecisos – 28,1%

• Alfredo Gaspar (União Brasil) – 23,4%

• Renan Calheiros (MDB) – 23,1%

• Arthur Lira (Progressistas) – 22,3%

• Marina JHC (sem partido) – 19,0%

• Davi Davino Filho (Republicanos) – 16,4%

• Ronaldo Lessa (PDT) – 14,1%

• Branco/Nulo – 5,0%

• Dr. Wanderley (MDB) – 4,1%

Com uma carreira política extensa — já foi prefeito de Maceió e governador do Estado —, Lessa mantém lembrança positiva entre servidores públicos e diversos segmentos da sociedade. Caso confirme sua candidatura, pode desequilibrar o jogo, tornando-se peça-chave na estratégia governista para manter hegemonia no Senado.

E a tendência é de afunilamento - o que pode beneficiar Lessa. Marina, por exemplo, já se sabe que irá para federal, enquanto Dr. Wanderley não deve disputar o Senador se o grupo tiver outro nome alé de Renan.

Se Ronaldo terá força para vencer é outra história. Mas a pesquisa da TDL (que está sendo usada até para redefinir estratégias de grupos e políticos que não seus clientes) já deixou claro: Lessa entrou no jogo e pode ser decisivo em 2026.

O efeito rebote

Para tentar conter (ou irritar) Renan Calheiros, a leitura nos bastidores é que Lira teria ajudado a viabilizar o nome de Alfredo Gaspar ao Senado. Fato ou não (são especulações que circulam nos bastidores), a candidatura de Lessa seria uma espécie de efeito rebote.

O vice-governador tem capilaridade política e eleitoral, pontua bem em Maceió onde já foi prefeito e vice-prefeito e teria a seu favor a capacidade e o peso de consolidar o segundo voto em bases, especialmente no interior, controladas pelo MDB ou pelo governador Paulo Dantas.

Não por acaso no final de semana o senador Renan Calheiros, num recado diretoa lideranças do interior, afirmou que o MDB, dono de 80 das 102 prefeituras de Alagoas, tem tudo para eleger um segundo nome para o Senado.E que ninguém se engane. Se Lessa for para a disputa, não será apenas para compor. Ele vai para brigar pela vaga e pode ser decisivo. Mas essa é outra história.