Política

Davi vai encarar Renan, Lira e Gaspar “sem medo” e aposta na vitória

Entre os nomes postos no tabuleiro de 2026, ele é o único que entra no jogo sem risco político imediato

Por Blog do Edivaldo Junior 23/01/2026 14h02
Davi vai encarar Renan, Lira e Gaspar “sem medo” e aposta na vitória
Davi Davino Filho obteve 42,2% dos votos válidos em todo o estado nas eleições de 2022 - Foto: Reprodução

Davi Davino Filho deve chegar à disputa pelo Senado com diferenciais que nenhum outro pré-candidato conseguiu reunir até agora. Entre os nomes postos no tabuleiro de 2026, ele é o único que entra no jogo sem risco político imediato. Até aqui, é o único com chances reais de vitória que não tem cargo a perder. Na prática, só tem o que ganhar.

O contraste com os demais concorrentes que estão na disputa, hoje, é claro. Renan Calheiros coloca em risco o seu mandato, o quarto consecutivo no Senado. Uma derrota o deixaria poderia representar o fim de carreira política. Alfredo Gaspar teria que abrir mão da cadeira na Câmara dos Deputados, com reeleição praticamente certa, e correria o mesmo risco de ficar sem mandato, podendo representar o fim de carreira ou um recomeço complexo.

Arthur Lira, também colocaria em jogo o mandato de deputado federal e uma possível nova eleição como presidente da Câmara dos Deputados. A diferença, nesse caso, é que a manutenção de espaço político de deputado federal estaria, em tese, assegurada com a provável eleição do filho, Álvaro Lira, dada como praticamente certa por aliados.

Fora desses nomes, ainda existe a possibilidade de entrada de JHC no tabuleiro. Se optar pelo Senado, o prefeito de Maceió também teria muito a perder, a começar pela Prefeitura. Se decidir disputar o Governo de Alagoas, o risco muda de forma, mas não desaparece. Nesse cenário, JHC trabalharia com uma dobradinha, tendo a esposa, Marina Candia, como candidata ao Senado. A aposta seria garantir ao menos uma das vagas e, assim, manter no grupo o mandato que hoje pertence à sua mãe, a senadora Eudócia Caldas.

Nesse ambiente de apostas altas, Davino Filho aparece como exceção. Sem mandato, com liberdade total de movimento e sem necessidade de preservar espaço institucional, ele pode arriscar tudo no Senado sem custo político imediato. É um diferencial relevante em uma eleição marcada pelo medo de perder.

Há ainda outro ponto que pode ajudar Davino na disputa. Entre os pré-candidatos atuais, ele é o único que já apresentou desempenho consistente tanto na capital quanto no interior em uma eleição para o Senado. Em 2022, enfrentando diretamente Renan Filho, teve 627 mil votos em Alagoas, o equivalente a 42,2% dos votos válidos.

Quando os números são divididos, o desempenho chama atenção. Em Maceió, Davi teve 238 mil votos, alcançando 58,8% do total. No interior, somou 388 mil votos, o que representou 35,9% dos votos válidos. Ou seja, sua votação fora da capital foi quase duas vezes maior do que a registrada em Maceió, um resultado que pode desequilibrar numa disputa por duas vagas.

Se repetir um desempenho semelhante, Davi entra na briga direta por uma das cadeiras do Senado, podendo surpreender.