Municípios

Prefeitos de AL discutem teto para cachês de artistas em festas municipais

Debate iniciado na AMA, em Maceió, reuniu gestores de Alagoas preocupados com aumento dos cachês de atrações nacionais e impacto nas contas das prefeituras

Por Redação 10/03/2026 15h03
Prefeitos de AL discutem teto para cachês de artistas em festas municipais
Para os gestores alagoanos, a proposta não tem o objetivo de acabar com as festas e eventos da cultura - Foto: Reprodução

Prefeitos e prefeitas de municípios de Alagoas iniciaram um debate sobre a criação de critérios e até mesmo a definição de um limite para os cachês pagos a bandas e artistas em eventos promovidos pelas prefeituras.

A discussão começou durante reunião realizada na última segunda-feira (9), na sede da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), em Maceió. O encontro foi motivado pela alta nos valores cobrados por atrações nacionais, situação que, segundo os gestores, tem pressionado os orçamentos municipais - principalmente em cidades de pequeno e médio porte.

A iniciativa segue um movimento semelhante ao adotado em estados como a Bahia, onde prefeitos discutiram e estabeleceram parâmetros para a contratação de shows após o aumento significativo dos cachês artísticos.

Para os gestores alagoanos, a proposta não tem como objetivo reduzir investimentos em cultura, mas evitar uma escalada nos valores pagos por apresentações musicais durante festas tradicionais.

O prefeito de Quebrangulo, Manoel Tenório, destacou que o debate busca conciliar a valorização cultural com a responsabilidade fiscal. “Os prefeitos estão atentos à realidade financeira dos municípios. Precisamos discutir esses valores e construir um entendimento coletivo que preserve as tradições, mas também proteja as contas públicas”, afirmou.

Já o presidente da AMA e prefeito de Coruripe, Marcelo Beltrão, ressaltou que a discussão envolve prioridades na gestão pública. “Não se trata de acabar com festas ou com a cultura popular. O que estamos discutindo é equilíbrio. Em alguns casos, o valor de um único show poderia representar investimentos importantes em áreas como saúde, educação ou habitação”, pontuou.

Segundo os participantes da reunião, a discussão ainda está em fase inicial, mas pode resultar na criação de parâmetros para contratações artísticas em Alagoas. A expectativa é que a iniciativa contribua para manter as festas tradicionais, ao mesmo tempo em que evita impactos negativos nas finanças das prefeituras.