Política

Gaspar, Fábio Costa e Bebeto articulam união da direita alagoana

Os três formam hoje o grupo mais estruturado da direita em Alagoas

Por Blog de Edivaldo Junior 22/01/2026 08h08
Gaspar, Fábio Costa e Bebeto articulam união da direita alagoana
Gaspar, Fábio Costa e Bebeto articulam união da direita alagoana - Foto: Reprodução

A direita alagoana começa, ainda que com atraso, a ensaiar um movimento que sempre fez falta nas eleições recentes: organização. Não se trata apenas de discursos ou fotos ocasionais. O que se vê agora, pela primeira vez em décadas, é a tentativa de construir um eixo político-ideológico com comando, estratégia e objetivos definidos.

Nos bastidores, encontros entre o deputado federal Alfredo Gaspar, o deputado federal Fábio Costa e o deputado estadual Cabo Bebeto indicam a formação de um núcleo, com divisão de tarefas e avaliação do cenário eleitoral de 2026 em Alagoas. Os três formam hoje o grupo mais estruturado da direita em Alagoas, com capacidade real de mobilização — especialmente em Maceió.

Gaspar, Fábio e Bebeto tem um território inteiro para conquistar, A capital alagoana foi a única do Nordeste onde Jair Bolsonaro venceu Lula em 2022. E mais: Alagoas foi o estado da região onde a diferença entre os dois candidatos foi a menor. Apesar do bom desempenho, a direita nunca teve um comando centralizado ou um líder único em Alagoas. Agora essa história pode mudar.

Inspirados no projeto nacional, liderado por Bolsonaro, a direita de Alagoas pode dar um passo adiante. O desenho que começa a se consolidar aponta Alfredo Gaspar como pré-candidato ao Senado, Fábio Costa na disputa pela reeleição à Câmara dos Deputados e Cabo Bebeto buscando novo mandato na Assembleia Legislativa.

Mais do que os cargos, no entanto, o que chama atenção é a tentativa de centralizar a condução política do grupo. Segundo interlocutores, Gaspar vai a assumir o papel de principal articulador, funcionando como uma espécie de eixo decisório da direita local. Algo simples, quase óbvio, mas historicamente raro nesse campo político em Alagoas, marcado por disputas internas, projetos individuais e ausência de comando explícito.

A aposta do grupo passa pela mobilização do eleitorado conservador, com forte presença nas redes sociais, apoio do segmento evangélico e discurso alinhado aos valores bolsonaristas. A ideia é transformar esse capital difuso em força eleitoral organizada — algo que, goste-se ou não, a esquerda sempre soube fazer melhor.

Se bem executada, essa articulação pode garantir não apenas uma participação competitiva em 2026, mas também alterar o equilíbrio do jogo, sobretudo em Maceió e na região metropolitana. Fragmentada, a direita perde força. Se atuar em bloco, vira ameaça para qualquer adversário.

O primeiro passo foi dado. Gaspar, Fábio Costa e Bebeto fecharam uma aliança importante. Mas ainda há variáveis em aberto: a definição do segundo nome ao Senado, a definição de um nome para governo e, claro, a capacidade do grupo de manter a unidade quando a campanha esquentar. Mas, pela primeira vez em muito tempo, o movimento não parece improvisado.