Política

Renan cria “CPI informal” do caso do Master e vai “pra cima” de Lira

Ele será o coordenador de um grupo de trabalho criado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CA), criado nesta segunda-feira (19/01), para monitorar as investigações sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

Por Blog do Edivaldo Júnior 20/01/2026 09h09
Renan cria “CPI informal” do caso do Master e vai “pra cima” de Lira
Renan Calheiros criou grupo de trabalho para acompanhar a inveztigação da fraude no Banco Master - Foto: Assessoria

Ao estilo, o senador Renan Calheiros (MDB-AL) voltou a ocupar o centro do debate político nacional ao se posicionar sobre a investigação envolvendo a liquidação extrajudicial do Banco Master. Ele será o coordenador de um grupo de trabalho criado pela Comissão de Assuntos Econômicos (CA), criado nesta segunda-feira (19/01), para monitorar as investigações sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

Na prática, a comissão sob a presidência de Renan Calheiros, terá um colegiado que fiscalizará irregularidades como a venda de carteiras de crédito para o Banco de Brasília, o BRB, no valor de 12,2 bilhões de reais, e possíveis desvios em fundos de previdência. O mercado e a mídia nacional já batizaram o grupo de “CPI Informal”.

Renan Calheiros, ao estilo da CPI da Covid, começou com gosto. Em publicação nas redes sociais, afirmou que “todo dia surgem denúncias muito graves sobre a fraude do Master, que pode chegar a R$ 20 bilhões”. E acrescenta que o volume, a extensão e o número de envolvidos indicam que “o crime correu solto por muito tempo”.

O senador foi além ao afirmar que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e o ex-presidente da Casa, Arthur Lira (PP-AL), pressionam ministros do TCU (Tribunal de Contas da União) no âmbito do Caso Banco Master.

“Estou tendo informações de que o atual presidente da Câmara dos Deputados e o ex-presidente da Câmara dos Deputados pressionaram e continuam pressionando o Tribunal de Contas da União, aliás, um setor do Tribunal de Contas da União, para que o Tribunal liquide a liquidação”, afirmou.

O caso, que já está sob apuração da Polícia Federal e é acompanhado pelo Supremo Tribunal Federal, ganha nova dimensão com a atuação do senador alagoano. Na condição de presidente da CAE, Renan anunciou não haverá complacência. “No que depender da CAE, tudo será apurado e os responsáveis punidos”, declarou.

Ao criticar Arthur Lira e Hugo Motta, Renan elevou a temperatura política. A declaração gerou reação de Arthur Lira. Em nota enviada ao Poder360, Lira afirma que Renan “tem se especializado em criar fake news” e que as afirmações do senador servem para “chantagear o Governo, o Parlamento e tentar limpar a biografia, muito manchada por mal feitos”.

Renan Calheiros e Arthur Lira são adversários diretos em Alagoas na disputa pelas 2 cadeiras do Senado em 2026. Motta não respondeu até o momento.

Ao longo do último ano, Renan Calheiros se consolidou como um dos principais articuladores do Senado, liderando ou influenciando votações de alto impacto, como as relacionadas à política fiscal, à tributação e à isenção do Imposto de Renda para determinadas faixas de renda. Em todas essas frentes, atuou com protagonismo, capacidade de articulação e leitura precisa do ambiente político.

No caso do Banco Master, o senador volta a ocupar o espaço antes que ele seja preenchido por versões parciais ou disputas retóricas. Ao se antecipar, Renan não apenas pauta o debate como se posiciona como referência institucional em um tema sensível, que envolve o sistema financeiro, órgãos de controle e figuras centrais do poder político.

Os poderes da comissão de RenanA Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal, no contexto das investigações envolvendo o Banco Master em janeiro de 2026, instituiu um grupo de trabalho (formalizado pela Instrução Normativa n° 1/2026) para acompanhar as operações irregulares da instituição financeira.

"CPI Informal" no Senado: A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, presidida por <
Os poderes de investigação da CAE, conforme indicativos do presidente da comissão, senador Renan Calheiros, incluem:

Requisitar documentos: A comissão vai solicitar documentos oficiais relacionados às operações do Banco Master.

Convocar envolvidos: Poder de convocar autoridades e envolvidos para prestar esclarecimentos.

Fiscalização ativa: A CAE atua para fiscalizar o sistema financeiro e proteger a economia, sem blindar investigados.

Acompanhamento de órgãos externos: Monitorar as apurações conduzidas pela Polícia Federal, Banco Central e Tribunal de Contas da União (TCU).

Foco na atuação política: Apurar a suposta pressão de parlamentares (citados Motta e Lira) sobre o TCU para anular a liquidação do banco.

Versão oficial

Veja nota da assessoria do Senado Federal

Comissão do Senado cria um grupo para monitorar as investigações do Banco Master

(Douglas Castilho 19/01/2026, 17h10 - atualizado em 19/01/2026, 17h30)

A Comissão de Assuntos Econômicos estabeleceu um grupo de trabalho para monitorar as investigações sobre supostas fraudes financeiras envolvendo o Banco Master. Sob a coordenação do senador Renan Calheiros, do MDB de Alagoas, o colegiado fiscalizará irregularidades como a venda de carteiras de crédito para o Banco de Brasília, o BRB, no valor de 12,2 bilhões de reais, e possíveis desvios em fundos de previdência.

O grupo, composto por sete parlamentares, possui autonomia para convocar autoridades, solicitar documentos e sugerir novas leis. Participarão desta comissão de trabalho, além do presidente da CAE, Renan Calheiros, os senadores do MDB, Fernando Farias, de Alagoas, Alessandro Vieira, de Sergipe, e Eduardo Braga, do Amazonas; além das senadoras do Distrito Federal, Damares Alves do Republicanos e Leila Barros do PDT. Ainda integram o grupo, os senadores Esperidião Amim do PP de Santa Catarina e Randolfe Rodrigues, do PT do Amapá.

A iniciativa surgiu após uma série de operações da Polícia Federal e deliberações do Banco Central que miraram a cúpula da instituição financeira.