Política
Rui Palmeira acusa JHC de ter vendido bairros de Maceió: "Recebeu o Pix"
Ex-prefeito da capital alagoana expõe implicações do acordo firmado entre prefeitura e mineradora em entrevista para podscast local
Em entrevista para um podcast local, o ex-prefeito de Maceió e atual secretário de Estado de Infraestrutura de Alagoas, Rui Palmeira, questionou o acordo firmado entre o município e a Braskem e acusou o prefeito JHC (PL) de ter vendido os bairros afetados pelo afundamento do solo por indenização bilionária. "Ele recebeu o pix e já está gastando sabe lá Deus como".
Segundo Palmeira, a Prefeitura de Maceió assinou um acordo que isenta a Braskem das obrigações e passa a assumir todas as responsabilidades. Além disso, terá de repassar toda a área afetada para a empresa. "Pelo que está posto no acordo, tudo que aconteceu a partir da data de assinatura para frente e o que vier a acontecer, a responsabilidade será da prefeitura".
Conforme o secretário, a prefeitura era contra a realocação dos moradores dos Flexais para não assumir o compromisso de indenização, firmado no acordo. Além disso, diz que muitos detalhes precisam ser esclarecidos, por isso é defensor da implantação da CPI da Braskem.
"O sogro do prefeito está feliz da vida, ele é de Mato Grosso e tem uma empresa que está aqui fazendo um contrato para a Braskem, executado e utilizando esse dinheiro das vítimas sem licitação, uma tal de MTSUL, responsável em fazer o alargamento da avenida Durval de Góes Monteiro", denuncia Rui Palmeira.
Para ele, a grande culpada pelo afundamento de solo é Agência Nacional de Mineração, que não fiscalizou a atuação da Braskem no solo da capital alagoana. "Esse órgão (ANM) não existe, haja visto o que aconteceu em Brumadinho/MG e em Mariana/MG. Não é função da prefeitura fiscalizar a mineração".
Alianças política e pretensões para 2024
Atualmente à frente da Secretaria de Estado de Infraestrutura de Alagoas, Rui Palmeira diz que aguarda algumas definições e que a decisão final será apenas em março de 2024. Ele não descartou permanecer no grupo ligado à família Calheiros, mas reconhece que outros nomes, como dos deputados Alexandre Ayres, Rafael Brito e José Wanderley estão melhores cotados para receberem o apoio do MDB de Renan Calheiros.
"Não tenho qualquer dificuldade em relação com o senador Renan Calheiros e com o então ministro Renan Filho. Eu diria que consigo dialogar com quase todas as forças políticas de Alagoas", ressalta.
Reforma no Estádio Rei Pelé
Dentre as obras previstas para iniciarem em 2024, o secretário de Infraestrutura Rui Palmeira falou sobre a estrutura do Estádio Rei Pelé e da necessidade de reforma em todo o palco esportivo.
"Espero começar essa obra o mais rápido possível. A gente vai fazer essas obras na parte estrutural, por dentro da laje e nas colunas, para dar tranquilidade ao público pelos próximos 30 anos", ressalta o secretário de Infraestrutura de Alagoas.
Rui tranquiliza os clubes sobre o funcionamento do estádio durante a reforma. Conforme o secretário, ao longo dos 18 meses que a obra poderá durar, será feito um planejamento, onde apenas os setores em obras serão isolados, mantendo maior parte aberta para receber o público com segurança.
Questionado sobre as reformas anteriores, como em 2014, quando Alagoas foi sede de treinamento da seleção de Gana, Rui diz que as obras foram pontuais, nos vestiários e nas áreas para os jornalistas.
Com assessoria.

