Polícia

Jovem monitorado por agências dos EUA é apreendido por crimes cibernéticos em AL

Investigado por apologia ao nazismo e atos preparatórios de terrorismo já havia sido detido por ameaças ao influenciador Felca

Por Redação com assessoria 11/05/2026 10h10
Jovem monitorado por agências dos EUA é apreendido por crimes cibernéticos em AL
Jovem monitorado por agências dos EUA é apreendido por crimes cibernéticos em Arapiraca - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) cumpriu, neste sábado (9), um mandado de busca e apreensão contra um jovem de 18 anos em Arapiraca, investigado por crimes cibernéticos de extrema gravidade. 

A ação, coordenada pelo delegado Felipe Caldas, ocorreu após o compartilhamento de informações de inteligência com agências de segurança dos Estados Unidos, que monitoravam a disseminação de conteúdos de ódio e atos preparatórios para práticas terroristas em plataformas digitais internacionais.

O investigado possui um histórico recente de delitos cometidos enquanto ainda era adolescente. Em agosto de 2025, ele foi apreendido sob suspeita de envolvimento em ameaças direcionadas ao influenciador digital Felipe Bressanim Pereira, conhecido como Felca. 

Na ocasião, a Justiça determinou sua internação provisória. Contudo, após o cumprimento da medida socioeducativa e sua liberação, o jovem voltou a utilizar fóruns e redes sociais para propagar mensagens homofóbicas, discriminatórias, de intolerância religiosa e apologia ao nazismo.

De acordo com o delegado Felipe Caldas, o jovem demonstrava conhecimento técnico avançado em tecnologia e fluência em outros idiomas, ferramentas que utilizava para transitar em comunidades digitais voltadas à propagação de discursos de ódio. 

O monitoramento interinstitucional identificou que, além das mensagens ofensivas, o comportamento do jovem evoluiu para o planejamento de atos violentos, o que motivou o alerta das autoridades norte-americanas e a subsequente intervenção da Polícia Civil alagoana.

Diante das evidências de reiteração criminosa e do risco à segurança pública, a Vara da Infância e Juventude de Arapiraca atendeu ao novo pedido de internação, fixando o prazo inicial de 45 dias para a medida provisória. A Polícia Civil informou que o comportamento do investigado continuará sob monitoramento rigoroso durante o período de custódia, e o caso segue em acompanhamento judicial para avaliar a necessidade de sanções mais severas conforme a evolução das investigações.