Política

"Acordo entre Prefeitura e Braskem é ilegal, imoral e inconstitucional", diz Paulo Dantas, em Brasília

Governador esteve hoje em Brasília onde discutiu com o presidente em exercício Geraldo Alckmin ações para tratar do desastre em Maceió

Por Redação 05/12/2023 18h06 - Atualizado em 05/12/2023 18h06
'Acordo entre Prefeitura e Braskem é ilegal, imoral e inconstitucional', diz Paulo Dantas, em Brasília
Paulo Dantas concedeu entrevista ladeado por Renan Filho, Rafael Brito e Paulão - Foto: Reprodução

O governador de Alagoas, Paulo Dantas (MDB), chamou hoje o acordo de indenização estabelecido entre a empresa Braskem e a Prefeitura de Maceió de "ilegal" e "inconstitucional" e disse que solicitou revisão à AGU (Advocacia-Geral da União).

Em Brasília, Dantas apresentou uma série de pedidos em reunião com o presidente em exercício, Geraldo Alckmin (PSB), hoje no Palácio do Planalto para tratar do desastre de extração de sal-gema em Maceió. A autuação é referente aos danos ambientais e à omissão sobre o risco de colapso causado pela mina 18, situada na região do Mutange, em Maceió.

"Solicitamos essa mesa de coordenação através da AGU primeiro para olhar com lupa para esse acordo feito entre prefeitura e Braskem, um acordo completamente ilegal, imoral e inconstitucional. E para que a AGU faça um encaminhamento justo para as vítimas, para que as vítimas sejam reparadas de maneira justa", disse Paulo Dantas. 

Nesta tarde, o Instituto do Meio Ambiente de Alagoas multou a Braskem em R$ 72 milhões pelos danos. Nas últimas 24 horas, houve o afundamento de 6,5 cm em uma das minas. Segundo a Defesa Civil de Maceió, o deslocamento vertical acumulado desde o dia 28 atingiu 1,86 metro.