Política

Vestido de sheik e rodeado de dançarinas, candidato em AL ganha adeptos nas redes sociais

Ronivaldo Lourenço da Silva, ou Rony Camelinho como é conhecido, obteve uma crescente em suas redes sociais por atribuir uma campanha eleitoral descontraída

Por Ruan Teixeira 09/09/2022 14h02 - Atualizado em 09/09/2022 17h05
Vestido de sheik e rodeado de dançarinas, candidato em AL ganha adeptos nas redes sociais
Candidato Rony Camelinho vem ganhando seguidores com humor e irreverência - Foto: Reprodução/Redes Sociais

Humor e irreverência. É assim que o Ronivaldo Lourenço da Silva, mais conhecido como Rony Camelinho, ou "Sheik das Alagoas", está fazendo sua campanha a deputado federal pelo PSB. Ele vem ganhando adeptos nas redes ao aparecer vestido de sheik árabe e cercado de dançarinas.

Segundo ele, o traje é uma forma de protesto aos políticos que desistem do povo logo após serem eleitos. Rony garante que fará sua campanha em cima de um camelo, mas que tomará todo o cuidado com o animal. "Por enquanto o camelo é de fibra, mas o de verdade vai chegar em breve", diz.

Em entrevista ao Jornal de Alagoas, o dono do bordão "não olhe para trás, se não você cai do camelo", diz que Alagoas está cansada "desse bando de preguiçosos", referindo-se aos seus concorrentes. "Sou diferente de todos eles", garante.

Rony é natural de Ibateguara, município alagoano localizado a 116,6 km da capital alagoana, onde ele iniciou sua campanha, já fantasiado como um tradicional sheik árabe cercado de dançarinas.

O candidato vem obtendo uma crescente em redes sociais por atribuir ao público uma campanha eleitoral descontraída.

Ele destaca que o cenário político alagoano e nacional, é uma verdadeira “briga de titãs" e promete
mudar tudo em Alagoas, sem especificar o que seria esse tudo.

História e propostas

Portador de deficiência, Camelinho conta que sua meta e pauta principal é a inclusão social de pessoas com deficiência, segundo ele, a classe mais vulnerável na sociedade.
"Trabalhar pela classe que é mais vulnerável na sociedade, os deficientes, eles que são importantíssimos, inteligentes, capazes. Precisamos criar a linha do microempreendedor deficiente, esse sim precisa ser valorizado", explicou.

Hoje com 54 anos, frisa que a sociedade não aceita o deficiente e somente convive com essas pessoas. Ele ainda relembra o quanto foi difícil ter uma paralisia facial muito novo. "Foi complicado, mas superei, eu trabalho, faço tudo que uma pessoa normal faz. A realidade é que a deficiência está na cabeça das pessoas", detalhou.

Segundo o candidato, deve haver mais incentivos para os PCDs, principalmente os estruturais e financeiros, destacando a acessibilidade física aos espaços urbanos e o acesso ao mercado de trabalho.

Com o número 4088, ele conta que irá rodar o estado alagoano com um "camelo de fibra", mas que o verdadeiro chegará em breve. "Tomarei o maior cuidado com o animal nas passeatas, pois sou um defensor dos animais e nunca praticaria maus-tratos".