Política
Sindicato busca devolução dos 14% dos aposentados e pensionistas de Alagoas
A Presidente do Sinteal diz vai buscar, inicialmente, o caminho do diálogo com os deputados estaduais
O Sinteal vai buscar o ressarcimento dos 14% descontados de aposentados e pensionistas do Estado entre abril de 2020 e maio de 2021. Segundo informações do blog do jornalista Edivaldo Júnior, a presidenta do sindicato, que representa os trabalhadores da educação no Estado de Alagoas, Consuelo Correia, teve papel importante nas negociações com o Executivo e o Legislativo no processo que resultou na mudança da base de cálculo do desconto.
A partir de junho, a contribuição de 14% passa a ser cobrada de aposentados e pensionistas que ganham acima do teto da previdência (R$ 6.433,57). A regra anterior, em que a cobrança incidia a partir de um salário-mínimo (R$ 1,1 mil) prejudicava mais de 28 mil servidores, muitos deles professores.
Em entrevista a um site local, Consuelo explicou que vai buscar inicialmente o caminho do diálogo com os deputados estaduais.
“Nós vamos fazer, primeiro, negociações com a Casa Legislativa (Assembleia Legislativa), porque já existe um debate para a devolução desses recursos”, adianta Consuelo. A ideia é repetir a estratégia que deu certo nas negociações com Executivo e Legislativo que resultaram na isenção do desconto para a maioria dos servidores: “E vamos conversar. Vamos conversar politicamente, para ver o que é que avança”.
O Sinteal, no entanto, deve partir para outras iniciativas se as conversas não avançarem. A via judicial não está descartada. Ou seja, se não conseguir um caminho pelo diálogo – o que é possível, porque o governo tem sinalizado que pode ceder nessa questão – o sindicato deve cobrar a devolução dos 14%, o que no caso de Alagoas representa mais de R$ 110 milhões (o desconto representou cerca de R$ 8,5 milhões por mês durante 14 meses). Em caso de vitória, os recursos serão devolvidos para todos os inativos e não só para os professores.
