Política
Rui Palmeira revela qual será o maior desafio de JHC
Novo prefeito precisará da ajuda do Palácio do Planalto e do Palácio dos Palmares para gestão
Nesta sexta-feira (1), ocorrerá a solenidade de posse aos eleitos de Maceió, onde uma das presenças confirmadas para o evento é o prefeito Rui Palmeira. Em uma conversa com a ajuda de aplicativo, Rui falou sobre seus planos, e revelou que o maior desafio de JHC ao assumir a prefeitura da capital está ligado ao setor financeiro.
De acordo com o jornalista Edivaldo Júnior, todos os números foram apresentados à equipe de transição de JHC. O caixa deve ficar menor, e o novo prefeito da capital deve precisar da ajuda do Palácio do Planalto e do Palácio dos Palmares para tocar a gestão, ao menos na fase inicial.
Futuro na política
Rui Palmeira vai deixar para avaliar todas as possibilidades de 2022 no final de 2021. “Estou com a cabeça tranquila. Vou cuidar mais das coisas pessoais no momento e ver essa questão da política no final do próximo ano”, aponta.
Segundo o jornalista, a hipótese apontada como mais provável para Rui é a disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados, onde ele passou, antes de assumir a prefeitura. A derrota do candidato que ele apoiou, Alfredo Gaspar de Mendonça (MDN), deixou o projeto de disputar o governo mais distante.
Desafio
O maior problema para a futura gestão, avalia Rui Palmeira, será administrar sem o auxílio emergencial e outros recursos extras que vieram para o município como forma de amenizar as perdas de arrecadação provocadas pela pandemia.
“Recebemos aproximadamente R$ 100 milhões de recursos extras que o próximo prefeito não vai ter. A gente suspendeu o pagamento de precatórios, de parte patronal do Iprev, tudo isso baseado em lei complementar federal que foi aprovada no início da pandemia. Acho que a grande luta, não só do prefeito JHC, como de todos os demais, vai ser ir a Brasília e ter uma incansável luta para que sejam mantidos esses recursos”, diz Palmeira.
E não é só a ajuda direta ao cofre da prefeitura que preocupa: “o fim do auxílio emergencial para Maceió e para Alagoas vai ser muito ruim. Mais de 200 mil pessoas recebem em Maceió. Você imagina a injeção financeira, o dinheiro circulando, a quantidade de imposto que isso gera, sobretudo ICMS e boa parte fica aqui pra Maceió. Então eu acho que tudo isso será realmente o grande desafio do próximo prefeito”, pondera.
Herança
Rui Palmeira diz que deixa várias obras com recursos garantidos, mesmo com dificuldades financeiras.
“Boa parte das obras em execução tem recursos garantidos. A gente vai deixar por exemplo 7 mil unidades habitacionais que estão sendo construídas para a faixa 1, que são as pessoas mais carentes. A grande maioria delas deve ser entregue no próximo ano. Acredito que o Vale Bentes 2, já no início, em janeiro pode ser entregue. Dentre estas está o De Frente Pra Lagoa, que é o Vilas do Mundaú, são quase 1,8 mil unidades. Tudo isso com obras em andamento e recursos assegurados”.
Recursos
Entre obras, convênios e empréstimos, a gestão de Rui Palmeira deve deixar cerca de R$ 1 bilhão (cálculos da Semec) para investimentos na gestão de JHC.
“Em relação ao empréstimo Nova Maceió que é um financiamento internacional com o banco CAF, vamos deixar várias obras em andamento e vamos deixar aproximadamente R$ 270 milhões para obras de Infraestrutura, saneamento, drenagem e pavimentação sobretudo, sem falar de convênios com o governo federal”, aponta Rui Palmeira
Outra fonte de recursos para investimentos que fica para a gestão de JHC é o do Fundef: “gente conseguiu depois de uma luta muito grande da nossa procuradoria, garantir esses recursos, que já estão depositados; A gente via deixar para a futura gestão R$ 100 milhões para obras e investimentos na educação e R$ 180 milhões para serem rateados com os profissionais da educação a depender de uma decisão do STF”, afirma o prefeito.
