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Polícia identifica terceira suspeita da morte da gata Camila Regina

Ministério Público denunciou dois investigados e pediu a prisão preventiva de ambos

Por Redação 04/11/2026 09h09
Polícia identifica terceira suspeita da morte da gata Camila Regina
Gatinha comunitária foi vítima de agressões registradas por câmeras de segurança - Foto: Divulgação

As investigações sobre a morte da gata comunitária Camila Regina tiveram um novo desdobramento. O deputado estadual Leonam Pinheiro anunciou, na terça-feira (3), a identificação de uma terceira pessoa que aparece nas imagens das agressões contra o animal, ocorridas em uma academia no bairro da Ponta Verde, em Maceió.

Segundo o parlamentar, a mulher identificada é irmã de Patrícia, outra investigada no caso, que continua foragida. Um dos denunciados, José Tarciso Tavares, já foi preso por determinação judicial.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Leonam afirmou que a identificação ocorreu após o avanço das investigações e cobrou que as mulheres procuradas se apresentem às autoridades.

“Acaba de ser identificada a terceira pessoa que aparece nas imagens praticando esse ato de barbaridade e crueldade contra a gatinha Camila Regina. Trata-se da irmã de Patrícia”, declarou.

Na publicação, o deputado também fez um apelo para que Patrícia se apresente à Justiça e afirmou que as buscas continuam.

“Você ainda pode se entregar, se apresentar e se colocar à disposição da Justiça, mas, mais dia, menos dia, sua hora vai chegar. Você vai ser presa, capturada e responderá com sua irmã também pelo ato de crueldade que praticou”, afirmou.

Leonam reforçou que os envolvidos deverão responder pelos atos investigados e destacou que maus-tratos contra animais constituem crime.

José Tarciso Tavares foi preso na manhã de 31 de outubro, no município de Major Izidoro, no interior de Alagoas. A captura foi divulgada pelo próprio deputado Leonam Pinheiro.

Segundo o parlamentar, o homem teria se deslocado para a cidade na tentativa de evitar o cumprimento do mandado de prisão expedido contra ele. A operação foi realizada por uma equipe coordenada pelo delegado Caio, que participou das diligências para localizar o investigado.

Com a prisão, as buscas continuaram voltadas à localização de Patrícia e à identificação dos demais envolvidos no episódio.

O Ministério Público de Alagoas (MPAL) também ofereceu denúncia contra José Tarciso e Patrícia em 30 de outubro. O órgão também solicitou à Justiça a prisão preventiva dos dois.

O crime ocorreu em 29 de agosto, na Academia Bluefit, localizada no bairro da Ponta Verde, em Maceió. O caso ganhou repercussão após a divulgação de imagens do circuito interno de segurança do estabelecimento, que registraram as agressões contra a gata.

Camila Regina era um animal comunitário, alimentado e cuidado por frequentadores da academia. Conforme a denúncia do Ministério Público, ela foi colocada dentro de um saco plástico e submetida a uma série de agressões.

Segundo a investigação, o homem denunciado teria pisado repetidamente sobre o corpo do animal, além de desferir golpes contundentes. As agressões teriam durado quase cinco minutos. Patrícia, por sua vez, é apontada pelo MPAL como responsável por ordenar o crime.

Ainda de acordo com a denúncia, após as agressões, a mulher teria deixado a academia levando o saco plástico com o corpo da gata.

A promotora de Justiça Amélia Adriana de Carvalho Campelo, da 56ª Promotoria de Justiça da Capital, afirmou que o inquérito policial reuniu elementos que indicam a ocorrência do crime e a participação dos dois denunciados.

Em posicionamento oficial, a Academia Bluefit manifestou indignação e repúdio às agressões contra Camila Regina. A empresa informou que afastou e desligou imediatamente os envolvidos assim que tomou conhecimento do episódio e afirmou estar colaborando com as autoridades.

Confira a nota na íntegra:

A unidade da Bluefit Maceió manifesta a sua mais profunda indignação e o mais absoluto repúdio relativo ao fato recente de crueldade praticado contra a gata Camila Regina ou qualquer outro ato de maus tratos ou contra a vida animal. Atitudes desta natureza são inadmissíveis e contrariam todos os valores éticos que regem a nossa história.

A empresa rechaça os atos e reafirma que, assim que teve ciência do fato, agiu com o máximo rigor, afastando e desligando imediatamente os envolvidos. Estamos colaborando proativamente com as autoridades para a apuração dos fatos ao prestar todos os esclarecimentos que os cabem para a elucidação do caso. Reforçamos que se trata de um ato isolado, praticado por pessoas que já não fazem parte dos quadros da empresa e que não reflete, de maneira alguma, os padrões de conduta e os valores éticos e morais da Bluefit.

Permanecemos totalmente disponíveis para colaborar com as autoridades, estamos reforçando internamente a comunicação de nosso código de conduta e estamos convictos de que as devidas medidas serão rigorosamente aplicadas.

A identificação da terceira mulher amplia o número de pessoas apontadas nas investigações. As buscas pelas suspeitas que ainda não foram localizadas continuam, enquanto o caso segue em tramitação na Justiça.