Polícia
Justiça decide levar a júri popular réus acusados de matar coordenador
Investigação apontou saque e transferência efetuados horas após execução de dirigente
A Justiça alagoana determinou que os acusados de envolvimento no assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, o "Joba", ex-coordenador da base do CRB, serão julgados pelo Tribunal do Júri por homicídio doloso. A decisão de pronúncia atinge Ruan Carlos Ferreira de Lima Albuquerque, apontado como mandante, e Symeone Batista dos Santos, indicado como intermediário do crime.
Novos detalhes revelados pela apuração financeira e telemática mostram que o contrato para a execução foi fechado por R$ 10 mil. Ruan tentou inicialmente contratar o próprio Symeone, que recusou a empreitada e indicou Raul Silva de Melo, conhecido como "Gordinho", um antigo contato da época em que esteve preso. Um adiantamento de R$ 4 mil em espécie foi entregue ao atirador no dia do acordo, e a perícia bancária confirmou que Ruan sacou valores em uma agência dias antes e transferiu a quantia restante para a conta do executor apenas três horas após o homicídio.
A denúncia do Ministério Público também aponta que o mandante comprou passagens aéreas para deixar o estado em 23 de janeiro, data em que Joba foi atingido por um tiro na cabeça no bairro Santa Lúcia a caminho do trabalho. O voo serviria como alibi, mas Ruan desistiu de embarcar devido à repercussão do caso na imprensa, deixando pen drive e notebook com um amigo antes de se entregar à polícia.
