Polícia

Fraude contra a Caixa: PF prende três durante operação em AL

A Justiça havia autorizado sete prisões temporárias e sete mandados de busca

Por Redação 03/09/2026 10h10
Fraude contra a Caixa: PF prende três durante operação em AL
Polícia Federal - Foto: Reprodução

Três pessoas foram presas pela Polícia Federal nesta quinta-feira (3) durante uma investigação sobre um esquema de fraudes que teria causado prejuízos à Caixa Econômica Federal. Batizada de Operação Faces Expostas, a ação ocorreu em Maceió e Rio Largo e também busca localizar outros quatro alvos.

A Justiça havia autorizado sete prisões temporárias e sete mandados de busca. Além das medidas contra os investigados, foi determinado o bloqueio de bens para assegurar uma eventual devolução dos valores desviados dos cofres públicos.

A apuração começou após a identificação de um esquema baseado na utilização de documentos falsificados. Conforme a PF, os suspeitos teriam conseguido abrir sete contas usando identidades falsas. Quatro foram abertas na Caixa, sendo três em Maceió e uma em Nazaré da Mata (PE). As outras três foram criadas em bancos digitais.

Com as contas em funcionamento, os investigados teriam obtido crédito junto à Caixa e movimentado o dinheiro para outras contas também consideradas fraudulentas. A estratégia teria servido para dificultar a identificação do caminho percorrido pelos valores

Equipamentos para falsificação são encontrados

Em uma das residências vistoriadas pelos agentes, foram localizados materiais que podem ter sido empregados na produção de documentos falsos. A lista inclui folhas próprias para documentos ainda sem preenchimento, substâncias químicas e impressoras.

Para a PF, o material encontrado indica que o grupo poderia produzir ou modificar documentos usados para viabilizar as operações bancárias.

Até o momento, todas as ordens de busca foram executadas e três dos sete suspeitos foram presos. As equipes seguem trabalhando para cumprir as demais prisões e esclarecer o papel desempenhado por cada investigado.

A investigação apura possíveis crimes de estelionato majorado contra a Caixa Econômica Federal, falsificação e utilização de documentos particulares, lavagem de dinheiro e associação criminosa. O montante total do prejuízo ainda está sendo levantado.