Polícia
Cuidadora confessa furto de R$ 13 mil de idosa em Maceió; saiba os detalhes
Crime ocorreu no bairro de Cruz das Almas e foi planejado com o auxílio de uma cúmplice, que usou chave escondida para invadir o imóvel
A Polícia Civil de Alagoas (PCAL) concluiu o inquérito policial que apurava o furto de R$ 13 mil de um apartamento no bairro de Cruz das Almas, em Maceió. A principal investigada, que atuava como cuidadora da vítima, confessou a autoria do crime e detalhou ter arquitetado a ação em conjunto com uma amiga.
Diante da conclusão das investigações, o delegado Robervaldo Davino confirmou que solicitará à Justiça a decretação da prisão preventiva de ambas as envolvidas. As duas responderão pelo crime de furto qualificado.
A confissão foi obtida durante um procedimento de acareação. Em uma primeira oitiva, a cuidadora negou a participação e tentou atribuir a autoria do crime ao sobrinho da idosa — hipótese descartada pela polícia após o depoimento do familiar.
"A investigação avançou após a divulgação das imagens do circuito de segurança, quando uma denúncia ajudou a identificar a mulher que aparecia nas gravações. Mesmo diante das evidências, ela permaneceu em silêncio durante o primeiro depoimento. Na acareação, porém, a cuidadora mudou a versão e admitiu que planejou o furto junto com a amiga", explicou o delegado.
Reconhecimento facial e invasão planejada
Segundo os levantamentos da Polícia Civil, a ação criminosa foi executada aproveitando a rotina da idosa. Como possuía acesso cadastrado no sistema de reconhecimento facial do condomínio, a cuidadora facilitou o ingresso da cúmplice.
Enquanto a funcionária acompanhava a vítima a uma consulta médica, a comparsa entrou no residencial escondida no interior de um veículo. Com a chave do apartamento previamente deixada em um local combinado, a mulher usou o elevador, acessou o imóvel e dirigiu-se diretamente ao ponto onde a quantia de R$ 13 mil em espécie estava guardada.
Em depoimento, a autora do furto declarou que utilizou a totalidade do dinheiro para quitar débitos com agiotas. A quantia não foi recuperada, e o caso segue para a análise do Poder Judiciário sobre os pedidos de prisão e eventuais medidas para ressarcimento dos prejuízos à vítima.

