Polícia

MP amplia apuração sobre clínica ligada ao caso Claudia Pollyanne

Inquérito civil vai investigar denúncias de tortura, abusos e possíveis irregularidades em comunidade terapêutica de Marechal Deodoro

Por Redação 17/06/2026 10h10
MP amplia apuração sobre clínica ligada ao caso Claudia Pollyanne
Procedimento busca esclarecer denúncias de abusos e possíveis violações de direitos dentro da instituição - Foto: Reprodução

A morte da esteticista Claudia Pollyanne Farias de Sant'Anna, registrada em agosto de 2024, segue gerando desdobramentos judiciais e investigativos em Alagoas. O Ministério Público de Alagoas (MPAL) instaurou um Inquérito Civil Público para aprofundar as apurações sobre possíveis irregularidades na comunidade terapêutica Luz e Vida, localizada em Marechal Deodoro, onde a vítima esteve internada antes de morrer.

A medida representa uma nova etapa dos trabalhos já desenvolvidos pelas autoridades desde o início das investigações. O objetivo é analisar a eventual responsabilidade civil da instituição diante de fatos revelados durante as apurações criminais e de denúncias que apontam possíveis violações de direitos humanos no local.

O procedimento busca esclarecer relatos de tortura, abusos, restrições ilegais de liberdade e outras possíveis irregularidades que teriam ocorrido dentro da comunidade terapêutica. Também serão avaliadas questões relacionadas ao funcionamento da instituição e ao cumprimento das normas que regulamentam esse tipo de estabelecimento no país.

O caso ganhou repercussão estadual e nacional após a morte de Claudia Pollyanne, ocorrida em 9 de agosto de 2024. Desde então, diferentes órgãos de investigação passaram a atuar no caso, resultando no oferecimento de denúncias e na abertura de novas frentes de apuração relacionadas aos fatos.

Atualmente, os proprietários da comunidade terapêutica, Maurício Anchieta e Jéssica da Conceição Vilela, respondem a processo criminal relacionado à morte da esteticista. A tia da vítima, Soraya Pollyanne, também figura como ré no processo.

Paralelamente, outros procedimentos investigativos analisam denúncias envolvendo supostas práticas de tortura, cárcere privado, violência sexual e exercício ilegal da medicina dentro da instituição.

Ao longo das investigações, a Comissão de Amigos de Claudia Pollyanne tem acompanhado os desdobramentos do caso. Formado por amigos da vítima, o grupo tem colaborado com as autoridades por meio da reunião de documentos, identificação de testemunhas e acompanhamento dos procedimentos judiciais e investigativos.

Para integrantes da comissão, a instauração do inquérito civil representa mais um avanço na busca pelo esclarecimento dos fatos e pela responsabilização de eventuais envolvidos, especialmente em situações que possam extrapolar o caso individual da esteticista.

A expectativa é que o aprofundamento das investigações contribua para esclarecer as circunstâncias relacionadas ao funcionamento da comunidade terapêutica e aos fatos que vieram à tona após a morte de Claudia Pollyanne.