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Vídeos de truculência policial no Jacintinho viram investigação formal em Maceió

Portaria converte caso iniciado em 2025 em procedimento administrativo; Promotoria de Controle Externo exige respostas sobre suposto abuso de força de militares

Por Redação 08/06/2026 09h09
Vídeos de truculência policial no Jacintinho viram investigação formal em Maceió
Polícia Militar - Foto: Assessoria

Uma suposta abordagem policial violenta no bairro do Jacintinho, em Maceió, passou a ser alvo de uma investigação administrativa formal por parte do Ministério Público de Alagoas (MPAL). A abertura do procedimento foi oficializada por meio da Portaria nº 0020/2026, publicada pela 62ª Promotoria de Justiça da Capital, braço do órgão responsável pelo Controle Externo da Atividade Policial e pela Tutela da Segurança Pública.

O estopim para a intervenção do Ministério Público foi a forte repercussão de vídeos e imagens que circularam intensamente nas redes sociais e em veículos de imprensa locais. Os registros audiovisuais flagraram uma ação civil em que agentes da Polícia Militar de Alagoas teriam recorrido ao uso excessivo e desproporcional da força física durante uma abordagem de rotina.

A promotora de Justiça Alexandra Beurlen, que assina a portaria, esclareceu que a abertura do procedimento tem como meta principal acompanhar de perto os passos dados pela Corregedoria da Polícia Militar e demais órgãos de fiscalização interna. O Ministério Público quer cruzar os dados para avaliar a legalidade da conduta dos policiais envolvidos e assegurar o devido processo legal para punir eventuais abusos de autoridade.

O caso não é inédito nos bastidores do órgão, uma vez que o episódio vinha sendo monitorado inicialmente sob o status de Notícia de Fato, instaurada ainda no ano de 2025. Contudo, como o prazo legal para o encerramento dessa fase preliminar expirou sem que todas as respostas fossem dadas, a Promotoria optou por converter o processo em uma investigação administrativa.

Essa mudança jurídica dá mais dentes ao Ministério Público, permitindo a prorrogação de prazos, a ampliação da análise técnica das provas e um acompanhamento muito mais rigoroso dos desdobramentos. Até o momento, as autoridades decidiram manter em sigilo a identidade dos policiais militares envolvidos na ocorrência, bem como os detalhes específicos que constam nas imagens que originaram a denúncia.