Polícia
Ligação de PTK com o crime não é de hoje: já foi preso por tráfico e mais
Delegado destaca que PTK foi monitorado por mais de um ano e tinha "diálogos de muita intimidade" com o líder do CV em Alagoas, chegando a se encontrar pessoalmente no Rio
A ligação do influenciador Patrick Almeida, o PTK, com o mundo do crime não começou agora. Segundo informações repassadas pela Polícia Civil, ele já havia sido detido em 2011 por porte ilegal de arma e tráfico de drogas. Mais de uma década depois, voltou a ser alvo da polícia na Operação Morro do Alemão, deflagrada nesta quarta-feira, 3.
De acordo com o delegado Gustavo Henrique, chefe da Inteligência Integrada da SSP, PTK foi monitorado por mais de um ano e, nesse período, ficou comprovado um alto nível de proximidade com José Emerson da Silva, o Nem Catenga, apontado como líder do Comando Vermelho em Alagoas.
"Eles tinham diálogos de muita intimidade, de muita proximidade, a ponto de marcarem e se encontrarem pessoalmente no Rio de Janeiro para tratar sobre um possível projeto político. Havia uma relação antiga entre eles", afirmou o delegado.
Gustavo Henrique ressaltou que ainda não é possível confirmar se essa relação remonta a 2011, mas destacou que o perfil público cultivado por PTK nas redes sociais é característico da forma de atuação do Comando Vermelho.
"Esse perfil do PTK, de pagar de bom moço nas redes sociais, é típico da facção do Rio de Janeiro", disse. Segundo o delegado, o CV costuma conquistar territórios e a população por meio de festas, doações e garantia de segurança nas comunidades, e era exatamente essa imagem de pessoa popular que o influenciador construía publicamente.
As investigações da Operação Morro do Alemão devem ser aprofundadas, e o delegado não descarta que novas informações sobre o envolvimento de PTK com o crime organizado venham à tona.


