Polícia

Justiça mantém medida protetiva a vereador de Satuba após denúncias de ex-esposa

A vítima relata histórico de agressões físicas, psicológicas e ameaças

Por Redação 22/05/2026 10h10
Justiça mantém medida protetiva a vereador de Satuba após denúncias de ex-esposa
Diego Acioly - Foto: Reprodução

A Justiça de Alagoas decidiu manter as medidas protetivas de urgência impostas ao vereador Diego Acioly  (PL) após denúncias apresentadas pela ex-esposa, Eliane Verçosa da Silva. A mulher afirma ter sido vítima de violência física, psicológica e moral durante os 17 anos de relacionamento com o parlamentar.

De acordo com os autos do processo, Eliane relatou episódios frequentes de humilhações, agressões e ameaças, inclusive durante períodos de gestação. Ela também informou à Justiça que passou a se sentir ainda mais vulnerável após o término da relação, especialmente em razão da disputa patrimonial envolvendo os bens do ex-casal.

Entre os elementos analisados no processo está um áudio atribuído ao vereador, no qual ele afirma que a ex-companheira “iria pagar de uma forma ou de outra”. Segundo a vítima, a declaração teria relação com o conflito sobre a divisão do patrimônio e foi interpretada como uma ameaça.

Diante das denúncias, a juíza Veridiana Oliveira de Lima determinou medidas protetivas previstas na Lei Maria da Penha. Pela decisão, Diego Acioly está proibido de se aproximar da ex-esposa, de familiares dela e de testemunhas do caso, devendo manter uma distância mínima de 500 metros.

A decisão também impede o vereador de realizar qualquer tipo de contato com a vítima, seja presencialmente, por telefone, mensagens ou redes sociais. Além disso, ele está proibido de frequentar locais habitualmente frequentados pela ex-companheira. A magistrada ainda determinou o bloqueio temporário de movimentações envolvendo bens comuns do casal sem autorização judicial.

Posteriormente, a defesa do parlamentar solicitou a reconsideração da medida referente ao convívio com os filhos menores. Após manifestação do Ministério Público, a Justiça revogou apenas essa restrição específica, entendendo que não havia elementos concretos que indicassem risco direto às crianças.

Apesar da flexibilização, a magistrada determinou que as visitas aos filhos ocorram por intermédio de uma terceira pessoa indicada pelo vereador, evitando qualquer contato direto entre ele e a ex-esposa.

O caso permanece sob acompanhamento do Poder Judiciário e do Ministério Público de Alagoas.