Polícia
Professor de basquete condenado por importunação sexual é preso em Maceió
Condenado por abusos contra atletas adolescentes, treinador utilizava promessas de ascensão no esporte para se aproximar das vítimas, segundo investigações.
Um professor e coordenador de esportes condenado por importunação sexual foi preso no sábado (16), em Maceió, para cumprimento de pena de 8 anos e 9 meses. O homem foi localizado no Ginásio Arivaldo Maia, no bairro do Jacintinho, e teve a prisão mantida após audiência de custódia.
A prisão de um professor e coordenador esportivo condenado por importunação sexual reacendeu denúncias que marcaram o basquete alagoano no início da década passada. O mandado judicial foi cumprido no sábado (16), no Ginásio Arivaldo Maia, no bairro do Jacintinho, em Maceió.
Segundo as autoridades, o condenado ainda tinha 8 anos e 9 meses de pena a cumprir. Após ser detido, ele passou por audiência de custódia, e a Justiça decidiu manter a prisão para início do cumprimento da sentença.
Os crimes investigados ocorreram em 2011, período em que o homem atuava como treinador de basquete no Pavilhão do Basquete, localizado na Avenida Comendador Leão, no bairro de Jaraguá. De acordo com as denúncias, os abusos aconteciam tanto em uma sala onde eram guardados troféus quanto em quartos de hotel durante viagens para campeonatos.
Relatos apontam que o treinador se aproveitava da vulnerabilidade de jovens atletas de baixa renda, prometendo oportunidades no esporte e crescimento profissional. Antes das abordagens, ele costumava questionar se os jogadores fariam “tudo pelo basquete” e obedeceriam às orientações do técnico dentro e fora das quadras.
As vítimas demoraram a denunciar os casos por medo e pela influência exercida pelo professor no cenário esportivo de Alagoas. O investigado era conhecido no basquete estadual, acumulava títulos em competições escolares e também lecionava em diferentes instituições de ensino.
Em julho de 2011, o Ministério Público determinou a abertura de inquérito policial e o afastamento do educador das atividades. Ao fim do processo, ele foi condenado com base no Artigo 215-A do Código Penal, que trata da prática de ato libidinoso sem consentimento para satisfação sexual.
Mesmo após a condenação, o Ministério Público instaurou, em 2024, um procedimento administrativo para verificar se o professor continuava exercendo funções em escolas particulares, rede pública e até em um centro universitário. As informações mais recentes indicavam que ele ainda atuava como coordenador de esportes em uma instituição de ensino.


