Polícia

"Transei, me arrependi e matei": Homem confessa assassinato de estudante com cabo de notebook

Suspeito, que já possuía condenação por homicídio e usava tornozeleira eletrônica, estrangulou a vítima após encontro casual em Goiânia

Por Redação com agências 15/05/2026 10h10
'Transei, me arrependi e matei': Homem confessa assassinato de estudante com cabo de notebook
As informações foram divulgadas nessa quinta-feira (14) pelo delegado Danilo Wendel, do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), durante coletiva de imprensa - Foto: Reprodução

A Polícia Civil de Goiás detalhou, em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (14), a confissão de Walison Ascanio Tito, de 31 anos, pelo assassinato do estudante de medicina veterinária Luciano Milo de Carvalho, de 27 anos. O crime ocorreu no último final de semana no Setor Cidade Jardim. 

Segundo o delegado Danilo Wendel, do Grupo de Investigação de Homicídios (GIH), o autor afirmou ter matado a vítima após um "arrependimento" repentino depois de manterem relações sexuais. Para cometer o crime, Walison utilizou o cabo do carregador de um notebook da própria vítima para asfixiá-la. 

Dinâmica do crime 

As investigações apontam que Luciano e Walison não se conheciam previamente. O encontro aconteceu de forma casual: Luciano estava em seu veículo e convidou Walison, que caminhava pela rua, para beber.  Eles compraram bebidas em uma distribuidora e seguiram para o apartamento do estudante. Após o ato sexual, o suspeito decidiu "ceifar a vida" de Luciano. 

Histórico criminal 

Walison foi preso na última quarta-feira (13) em Trindade, três dias após o corpo ter sido encontrado. A polícia revelou que ele é um criminoso reincidente: Já possui condenação anterior por homicídio, ele também responde por processos de roubo e receptação. 

No momento do crime, ele utilizava tornozeleira eletrônica, que foi encontrada rompida dentro do apartamento da vítima. 

O corpo de Luciano havia sido localizado no domingo (10). Com a confissão formal e a prisão do suspeito, o inquérito caminha para a conclusão, reforçando a periculosidade do autor, que já estava sob monitoramento do sistema prisional.