Polícia

Justiça decreta novamente prisão preventiva de professor suspeito de estupro em Murici

De acordo com o órgão, o homem teria se aproveitado da condição de educador para se aproximar das vítimas menores de idade

Por Redação 07/05/2026 15h03 - Atualizado em 07/05/2026 16h04
Justiça decreta novamente prisão preventiva de professor suspeito de estupro em Murici
Professor havia sito solto pela Justiça em Murici, mas o órgão voltou com a decisão de manter a prisão - Foto: PM/AL

A Justiça de Alagoas decretou novamente a prisão preventiva do professor investigado por estupro de vulnerável em Murici, município da Zona da Mata alagoana. A informação foi divulgada nesta quinta-feira (7) pelo Ministério Público de Alagoas (MP-AL).

De acordo com a Justiça, o homem teria se aproveitado da condição de educador para se aproximar das vítimas menores de idade e praticar o crime de estupro.

As apurações tiveram início a partir de denúncias feitas ao MP, posteriormente reforçadas pelos relatos de duas garotas e por diligências realizadas pelas forças de segurança.

Ainda segundo o órgão, no último dia 16, uma operação foi realizada para prender o professor, após pedido de prisão temporária acatado pelo Judiciário em 1º grau. No dia seguinte, o suspeito passou por audiência de custódia, ocasião em que foi decretada a prisão preventiva.

No dia 29 de abril, a Justiça decidiu a soltura do suspeito após pedido de habeas corpus apresentado pela defesa. 

Após sessão da Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, nessa quarta (6), foi restabelecida a prisão preventiva do professor, depois que os desembargadores que integram o colegiado analisaram, de forma conjunta, as provas apresentadas pelo Ministério Público.

Com isso, prevaleceu o entendimento de que estavam presentes os requisitos legais para a manutenção da medida. A decisão foi tomada durante o julgamento de um habeas corpus.

“Desde o início das investigações, reunimos elementos consistentes que demonstram a necessidade da custódia cautelar. O restabelecimento da prisão preventiva é fundamental para garantir a integridade das vítimas, evitar qualquer forma de intimidação e assegurar a regularidade da instrução processual. Trata-se de uma resposta concreta diante de acusações extremamente graves”, destacaram os promotores de Justiça responsáveis pelo caso, Ilda Regina Reis e Cyro Blatter.