Polícia

TJAL nega habeas corpus e mantém presa suspeita de envolvimento na morte de Cláudia Pollyane

Decisão unânime reforça existência de indícios e necessidade de prisão preventiva

Por Redação 22/04/2026 13h01
TJAL nega habeas corpus e mantém presa suspeita de envolvimento na morte de Cláudia Pollyane
Cláudia Pollyane - Foto: Divulgação

O Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL) decidiu, por unanimidade, manter a prisão preventiva de Jéssica da Conceição Vilela, investigada pela morte da esteticista Cláudia Pollyanne. O habeas corpus apresentado pela defesa foi analisado e rejeitado nesta quarta-feira (22).

Ao avaliar o pedido, os desembargadores concluíram que ainda não há fundamentos que justifiquem a soltura da investigada. Com isso, Jéssica permanece detida enquanto o processo segue em andamento.

A decisão acompanha o entendimento do Ministério Público de Alagoas, que já havia se posicionado contra a concessão do benefício no início de abril. No parecer, o órgão apontou a presença de indícios no caso e a necessidade de manutenção da prisão cautelar.

O documento foi assinado pelo procurador Luiz José Gomes Vasconcelos e encaminhado ao relator João Luiz Azevedo Lessa. A defesa sustentou que a prisão carece de fundamentação e propôs medidas cautelares alternativas, mas a tese não foi aceita.

Para o Ministério Público, não há ilegalidade na manutenção da prisão preventiva. O parecer também destaca que a investigada atuava na unidade onde a vítima estava internada e possuía responsabilidade direta sobre os cuidados prestados.

As investigações continuam e ainda há pontos a serem esclarecidos. O processo também menciona o proprietário da unidade, Maurício Anchieta de Souza, que relatou que a vítima apresentava sintomas de abstinência antes de morrer.