Polícia
Quem é o dono da Choquei, preso na Operação Narco Fluxo da PF
Investigação aponta atuação como operador de mídia em esquema ligado à indústria musical e ao entretenimento digital
Raphael Sousa Oliveira, de 30 anos, administrador da página Choquei, foi preso nesta quarta-feira (15/4) durante a Operação Narco Fluxo, deflagrada pela Polícia Federal do Brasil. Ele é apontado como responsável pela frente de comunicação de um grupo investigado por movimentar cerca de R$ 1,63 bilhão em menos de dois anos.
Com mais de 1,4 milhão de seguidores em perfil pessoal e páginas que somam mais de 32 milhões em uma rede social, Raphael teria atuado, segundo a PF, na divulgação de conteúdos favoráveis a artistas investigados e na promoção de plataformas exploradas pelo grupo.
Entre os alvos da operação estão os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo, também presos na ação. A defesa de Raphael não foi localizada até a última atualização.
A operação mobiliza mais de 200 policiais federais para cumprir 45 mandados de busca e apreensão e 39 de prisão temporária, expedidos pela 5ª Vara Federal em Santos. As diligências ocorrem em nove estados e no Distrito Federal.
De acordo com a investigação, a estrutura utilizava a indústria fonográfica e o ambiente digital para dar aparência lícita a recursos de origem criminosa. Armas, veículos, dinheiro em espécie, documentos e equipamentos eletrônicos foram apreendidos.
A PF sustenta que Raphael desempenhava a função de “operador de mídia” do grupo, atuando na gestão de imagem de envolvidos, na divulgação de conteúdos estratégicos e na promoção de rifas digitais e apostas online associadas ao esquema.
A apuração também indica que ele teria recebido valores diretamente de integrantes da organização, entre eles Ryan Santana dos Santos, nome de registro do MC Ryan SP.
Além da prisão temporária, a Justiça determinou o bloqueio de bens e a quebra de sigilo telemático de Raphael, medida que busca aprofundar o rastreamento de sua participação no fluxo financeiro investigado.
Os envolvidos podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. A investigação segue em andamento para detalhar a dinâmica do esquema e a participação de cada alvo.


