Polícia
Alagoas é alvo de operação da PF sobre venda ilegal de dados do STF
Operação Dataleaks cumpre mandados em Alagoas, São Paulo e Tocantins contra suspeitos de comercializar informações sigilosas
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (5), a Operação Dataleaks, que investiga um esquema de obtenção, adulteração e venda ilegal de dados pessoais e sensíveis, incluindo informações de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Ao todo, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão e cinco mandados de prisão temporária, todos expedidos pelo STF. As ações ocorrem simultaneamente nos estados de Alagoas, São Paulo e Tocantins.
Segundo as investigações, os suspeitos teriam criado e abastecido uma base de dados clandestina formada a partir de acessos indevidos a sistemas e bases governamentais e privadas. As informações coletadas incluíam dados pessoais considerados sensíveis, que posteriormente eram alterados, vendidos ou disseminados de forma ilegal.
A apuração teve início após a identificação dessa base de dados não oficial contendo informações pessoais de ministros do STF, obtidas por meio de acessos irregulares a sistemas.
De acordo com a Polícia Federal, os investigados podem responder por crimes como organização criminosa, invasão de dispositivo informático, furto qualificado mediante fraude, corrupção de dados e lavagem de dinheiro, entre outros.
Até o momento, a corporação não informou quantos mandados foram cumpridos em Alagoas nem quem são os alvos da operação.
Informações publicadas pelo jornal O Globo apontam que a investigação começou após a PF identificar a base clandestina abastecida por meio de acessos indevidos a sistemas e bancos de dados governamentais, contendo informações pessoais de ministros da Corte.
Ainda conforme o jornal, no mês passado a Polícia Federal realizou outra operação para investigar o suposto vazamento de dados da Receita Federal relacionados a ministros do STF e familiares. Na ocasião, quatro servidores foram alvo da ação.
A investigação foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, que em janeiro deste ano ordenou a abertura de um procedimento para apurar possível vazamento de dados sigilosos de ministros da Corte e de familiares em sistemas da Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
A abertura do inquérito ocorreu em meio aos desdobramentos de uma reportagem que citou um contrato do Banco Master com o escritório da esposa de Moraes, a advogada Viviane Barci. Segundo a coluna da jornalista Malu Gaspar, o contrato teria movimentado R$ 131,3 milhões ao longo de três anos.
*Com informações da Ascom PF


