Economia

Mulheres em Alagoas ganham menos que homens no mercado formal

Relatório mostra avanço na ocupação feminina, mas desigualdade salarial persiste no estado

Por Redação com Gov 28/04/2026 19h07 - Atualizado em 28/04/2026 19h07
Mulheres em Alagoas ganham menos que homens no mercado formal
Levantamento revela que o número de mulheres pretas e pardas empregadas em estabelecimentos com 100 ou mais trabalhadores cresceu 29% entre 2023 e 2025 - Foto: Getty Images

Alagoas registrou, em dezembro de 2025, 467 estabelecimentos com 100 ou mais empregados, totalizando 169,4 mil vínculos formais de trabalho. Os dados são do Painel do Relatório de Transparência Salarial, divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego e pelo Ministério das Mulheres, junto ao 5º Relatório Nacional de Igualdade Salarial.

Desse total, 52,4 mil postos eram ocupados por mulheres. Entre elas, 39,4 mil eram mulheres negras (75,1%) e 13 mil mulheres não negras (24,8%). Já entre os homens, foram registrados 116,9 mil vínculos, sendo a maioria de homens negros (96,3 mil).

Mesmo com maior presença feminina no mercado de trabalho, o relatório aponta que as mulheres ainda recebem salários inferiores aos dos homens em Alagoas. A remuneração média feminina foi de R$ 2.502,33, enquanto a dos homens chegou a R$ 2.819,21.

O recorte racial também evidencia diferenças. Mulheres negras tiveram rendimento médio de R$ 2.313,24, enquanto mulheres não negras receberam R$ 3.083,38. Entre os homens, os negros ganharam em média R$ 2.632,32 e os não negros R$ 3.719,26.

O estudo também aponta que 23,6% dos estabelecimentos em Alagoas adotam políticas de incentivo à contratação de mulheres.

Entre as ações, 4,2% das empresas priorizam mulheres vítimas de violência doméstica; 12,1% mulheres LGBTQIAP+; 12,4% mulheres com deficiência; e 16,9% mulheres negras.

Cenário nacional reforça desigualdade

No Brasil, as mulheres receberam, em média, 21,3% menos que os homens no setor privado com 100 ou mais empregados em 2025. O índice representa leve aumento em relação a 2023, quando a diferença era de 20,7%.

O relatório também mostra que, na admissão, as mulheres começaram com salários 14,3% menores que os dos homens no mesmo período.