Polícia

Vídeo analisado por advogada reacende debate sobre violência contra homens

Publicação discute agressões, falsas acusações e o uso de gravações como prova em conflitos domésticos

Por Redação 13/02/2026 09h09
Vídeo analisado por advogada reacende debate sobre violência contra homens
Cena de vídeo analisado por advogada mostra conflito doméstico - Foto: Reprodução

Um vídeo publicado no Instagram e analisado pela advogada Jamily Wenceslau reacendeu o debate sobre violência doméstica contra homens, falsas acusações e os limites da legítima defesa. Com pouco mais de 40 segundos, a gravação mostra uma discussão entre um casal, na qual o homem tenta deixar o local enquanto a mulher o agride fisicamente e impede sua saída.

Na análise divulgada nas redes sociais, a advogada, que atua no Direito Penal e no Direito de Família, afirma que a cena expõe uma dinâmica pouco discutida publicamente. Segundo ela, a mulher pratica uma sequência de condutas que podem ser enquadradas como crimes, incluindo agressão física, constrangimento ilegal, cárcere privado e injúria, antes de o homem reagir uma única vez.

Para Jamily Wenceslau, o ponto central do alerta está na construção da narrativa em casos de violência doméstica. “É aqui que mora o perigo e o motivo desse alerta. Se não existisse essa gravação, qual seria a história contada à polícia?”, questiona. Ela sustenta que, sem provas do início do conflito, apenas o desfecho tende a ser considerado, o que pode resultar em acusações injustas.

A advogada também destaca o papel da legítima defesa prevista em lei, ressaltando a dificuldade de comprovação quando há apenas versões conflitantes. “A lei prevê a legítima defesa. Reagir a uma agressão injusta de forma proporcional e para se defender não é crime. Mas como você prova que agiu em legítima defesa se a única palavra é a palavra da outra pessoa contra sua?”, afirma.

No vídeo original, é possível ouvir a discussão entre o casal, com o homem pedindo para sair do local e solicitando a chave, enquanto relata que precisa levar a mãe ao hospital. Durante a gravação, a mulher insiste em exigir o celular e profere ofensas verbais, além de agressões físicas, enquanto o homem afirma que tudo está sendo gravado.

Para a advogada, o caso reforça a necessidade de ampliar o debate sobre homens como possíveis vítimas de violência doméstica. “Se você vive uma situação de agressão, de abuso, de violência doméstica, porque sim, homens também são vítimas. Proteja-se, previna-se, documente, grave”, diz.