Polícia

Perícia identifica arma usada no homicídio de funcionário do CRB

Joba, como era conhecido, foi morto no dia 23 de janeiro, vítima de arma de fogo no bairro da Santa Lúcia, em Maceió

Por Redação com Agência Alagoas 30/01/2026 12h12
Perícia identifica arma usada no homicídio de funcionário do CRB
Perita criminal Renata Azevedo examinou as três armas no micrompador balístico - Foto: Ascom Polícia Científica

O Instituto de Criminalística de Maceió divulgou nesta sexta-feira (30), a identificação da arma de fogo utilizada no assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, o "Joba", coordenador supervisor das categorias de base do Clube de Regatas Brasil (CRB), de 33 anos, ocorrido no dia 23 de janeiro, no bairro da Santa Lúcia, parte alta de Maceió.

A conclusão foi possível após exame de confronto balístico realizado pela equipe do setor de balística da Polícia Científica.

De acordo com a perita criminal Renata Azevedo, responsável pela análise, três armas de fogo — uma pistola e dois revólveres — foram encaminhadas ao Instituto de Criminalística pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Os armamentos foram apreendidos durante ação policial relacionada ao crime.

Cada uma das armas passou por exames técnicos e foi comparada ao projétil retirado do corpo da vítima no Instituto Médico Legal Estácio de Lima. O procedimento confirmou qual delas foi efetivamente utilizada no homicídio, reforçando a materialidade e a robustez das provas técnicas que subsidiam a investigação.

“Após a produção de padrões dessas três armas, submeti e analisei essas amostras no microcomparador balístico, confrontando com o projétil encontrado no corpo da vítima. O exame deu positivo para um dos revólveres calibre 38”, afirmou a perita criminal, que já encaminhou o laudo à delegacia responsável pelo caso.

O crime ocorreu na manhã da sexta-feira (23), no bairro Santa Lúcia, em Maceió, quando Johanisson Lima foi surpreendido por trás e morto com um disparo na nuca. Após o homicídio, o autor fugiu inicialmente de bicicleta e, em seguida, em uma motocicleta, com apoio de um comparsa.

Dois dias depois, no domingo (25), uma operação da Polícia Militar no bairro Clima Bom, em Maceió, localizou o executor e dois cúmplices, que, segundo a polícia, reagiram à abordagem atirando contra as guarnições. Houve revide policial, e os três suspeitos foram alvejados, socorridos ao Hospital Geral do Estado (HGE), mas não resistiram aos ferimentos.

Em coletiva, a delegada Tacyane Ribeiro, coordenadora da DHPP, informou que as investigações apontaram para homicídio de motivação passional, planejado desde dezembro de 2025 mediante promessa de pagamento de R$ 10 mil. Ao todo, cinco pessoas participaram da dinâmica do crime, entre elas o mandante e um homem que auxiliou na fuga do executor, ambos presos, e os três mortos em confronto com a PM.

Além da identificação da arma utilizada no crime, o chefe do ICM, Charles Mariano, confirmou que novos exames periciais serão realizados, a pedido da DHPP. O objetivo é verificar se a arma identificada, bem como as outras duas apreendidas, foram empregadas em outros homicídios.

“O trabalho técnico-científico da Perícia Criminal do Estado é papel importante da ciência forense na elucidação de crimes graves, contribuindo de forma decisiva para o avanço das investigações e para a responsabilização dos envolvidos”, destacou Charles Mariano.

Os projéteis e padrões balísticos produzidos pelas três armas também serão inseridos no Sistema Nacional de Análise Balística (SINAB), permitindo confrontos em âmbito nacional.