Polícia
Suspeito de mandar matar coordenador do CRB deve se entregar à Polícia ainda esta semana, diz defesa
Homem apontado como mandante da execução de Joba negocia apresentação à DHPP em Maceió
Apontado pela Polícia Civil como autor intelectual da morte de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como Joba, o suspeito identificado como Ruan deve se apresentar à polícia ainda esta semana, segundo informou sua defesa. Joba, de 33 anos, trabalhava como supervisor da base do CRB e foi assassinado a tiros na última sexta-feira (23), no bairro Santa Lúcia, em Maceió.
O advogado Napoleão Jr., que representa Ruan, divulgou vídeo nas redes sociais confirmando que está em tratativas com a delegada Tacyane Ribeiro, coordenadora da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). “Quero dizer à sociedade alagoana e às forças de segurança que estamos em contato com a doutora Tacyane Ribeiro para a apresentação do meu cliente, onde ele será ouvido e esclarecerá minuciosamente os fatos”, afirmou o defensor.
De acordo com a investigação, Ruan teria encomendado o crime por R$ 10 mil, dos quais R$ 4 mil foram pagos dias antes da execução. A motivação, segundo a delegada, estaria ligada a questões pessoais: Joba havia retomado o relacionamento com a ex-companheira de Ruan, o que teria provocado a reação do suspeito.
Além de Ruan, que segue foragido, outras três pessoas apontadas como envolvidas na execução morreram em confronto com a polícia no bairro Clima Bom, no domingo (25).
Relembre o caso
Johanisson foi morto com um disparo na nuca enquanto aguardava transporte coletivo para seguir ao CT do Galo, na Barra de São Miguel. Inicialmente, a Polícia Militar levantou a hipótese de latrocínio, mas essa linha foi descartada pela Polícia Civil ainda no mesmo dia, após os primeiros levantamentos.


