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Conceição Evaristo recebe título de doutor honoris causa pela UFRJ

Natural de Belo Horizonte, ela é escritora, ensaísta e pesquisadora, com oito livros publicados. Entre suas obras de destaque está Olhos d’água, finalista do Prêmio Jabuti em 2015

Por Redação com Agência Brasil 06/11/2026 16h04 - Atualizado em 06/11/2026 16h04
Conceição Evaristo recebe título de doutor honoris causa pela UFRJ

A escritora Conceição Evaristo foi homenageada com o título de doutor honoris causa pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em cerimônia realizada nesta quinta-feira (5).

Além da UFRJ, Conceição já recebeu a mesma honraria de outras instituições de ensino superior: Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em 2025; Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), ambas neste ano.

O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, destacou que a escritora é ex-aluna da Faculdade de Letras da universidade.

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“E tornou-se essa grande escritora reconhecida nacional e internacionalmente. Celebramos uma das maiores escritoras da literatura brasileira contemporânea, uma intelectual extraordinária e, sobretudo, uma mulher negra cuja trajetória representa a força transformadora da educação, da cultura e da resistência.”

Nascida em Belo Horizonte, Conceição Evaristo é ficcionista, ensaísta e pesquisadora, com oito livros publicados. Sua obra Olhos d’água foi finalista do Prêmio Jabuti de 2015, ficando em terceiro lugar na categoria contos e crônicas, e já foi traduzida para cinco idiomas. Em 2019, foi homenageada pelo mesmo prêmio como personalidade literária.

“A felicidade maior que tenho é pensar que nós, mulheres negras, ao sermos reconhecidas como intelectuais, na medida em que a academia também se abre para a compreensão de outros lugares epistêmicos, a academia lucra muito, porque talvez aí seja a possibilidade desses espaços acadêmicos estarem realmente compondo ou fazendo jus ao nome de universidade”, afirmou a escritora ao receber o título.

Conceição Evaristo também é criadora do conceito de ‘escrevivência’ — a junção de escrever e vivência — e atua como ativista na luta pela igualdade racial e pelos direitos das mulheres. Ela incentiva a produção literária nas periferias, com destaque para autores negros, especialmente mulheres negras.