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Mulher esfaqueada em festa de Halloween achou que faca era falsa

Tainá Polegato, de 34 anos, foi atingida no pescoço após uma discussão na fila do banheiro; suspeita ainda não foi presa e caso é investigado como tentativa de homicídio

Por Redação 06/11/2026 14h02
Mulher esfaqueada em festa de Halloween achou que faca era falsa
. - Foto: Reprodução/Internet

A mulher de 34 anos esfaqueada no pescoço durante uma festa de Halloween em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, contou que inicialmente não percebeu a gravidade do ataque porque acreditou que a faca era de mentira. Tainá Polegato Alves está internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde domingo  dia 1 de  novembro.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela relatou que levou alguns segundos para entender o que havia acontecido. “Eu demorei uns 10 segundos para entender porque era Halloween. Eu achei que era uma faca de mentira. Eu só me dei conta quando o sangue começou a espirrar”, contou.

Segundo a vítima, a lâmina atingiu parte de uma artéria carótida, responsável por levar sangue do coração ao cérebro. Ela também relatou dificuldades para comer e respirar durante a recuperação.

“Se eu tô viva aqui hoje, é Deus mesmo. Tô sem entender as coisas, porque eu não sei, eu acho que nada justifica uma pessoa dar uma facada na outra, né?”, afirmou.

 Discussão começou na fila do banheiro


O ataque aconteceu por volta das 3h30, no Bar Cristal Rock. Imagens de câmeras de segurança mostram Tainá na fila do banheiro, quando foi abordada por Joyce Mara Rocumback Espírito Santo, de 43 anos, que estava atrás dela.

De acordo com o relato da vítima, Joyce a acusou de ter passado à frente na fila. As duas começaram a discutir e, durante o desentendimento, a suspeita retirou uma faca de dentro da bolsa e atingiu o pescoço de Tainá.

Após o ataque, Joyce deixou o local. Pessoas que estavam na festa prestaram socorro à vítima, que foi encaminhada ao Pronto-Socorro Central de Itapecerica da Serra.

Polícia investiga tentativa de homicídio


Inicialmente, a ocorrência foi registrada como lesão corporal leve e porte de arma branca. A suspeita foi ouvida pela polícia, mas não chegou a ser presa. A faca utilizada no ataque foi apreendida.

Segundo o registro policial, Joyce afirmou que fazia uso de medicamentos controlados e que não estava se sentindo bem durante o depoimento.

Após os advogados de Tainá apresentarem um pedido para que o caso fosse investigado como tentativa de homicídio, a Polícia Civil alterou a classificação da ocorrência.

O advogado da vítima, Lucas Silva Santos, argumentou que as imagens de segurança indicam intenção de matar. Para a defesa, o resultado não foi mais grave por circunstâncias que fugiram ao controle da suspeita.

Até o momento, Joyce não foi presa.