Nacional
Ri Happy entra com pedido de recuperação extrajudicial
Além do pedido de recuperação, ela vai implementarajustes em sua equipe e mudar de sede, com o objetivo de otimizar a eficiência operacional e garantir a sustentabilidade do negócio a longo prazo
O Grupo Ri Happy, uma das maiores redes varejistas de brinquedos e produtos infantis do País, protocolou neste domingo, 18, um pedido de recuperação extrajudicial, engrossando o grupo de varejistas que buscam esse mecanismo para para renegociar dívidas.
A empresa não informa o valor da dívida a ser rediscutida, mas destaca, por meio de comunicado, que "já conta com expressiva adesão de credores". A recuperação extrajudicial é uma ferramenta alternativa à recuperação judicial. Nesses casos, o devedor discute o acordo diretamente com seus credores, fora do âmbito judicial. Mas, mesmo assim, o acordo precisa ser posteriormente homologado pela Justiça. Paralelamente ao pedido de recuperação extrajudicial, a companhia informa que realizou ajustes nas equipes corporativas e que vai mudar de sede.
O comprador é uma sociedade anônima nacional de capital fechado, fundada por Héctor Nuñez, que se tornou CEO da empresa pela segunda vez. Núnez havia comandado a Ri Happy entre 2012 e 2020.
Frustração
O movimento de ajuste vem após uma iniciativa frustrada, segundo o Estadão apurou, de inovar no modelo de negócio. Em meados de junho, o grupo inaugurou no Shopping Morumbi, em São Paulo, um novo formato de loja com a nova bandeira Divertudo. A unidade mistura a venda de brinquedos, entretenimento e experiência, mas não teve bom desempenho em vendas.
Em comunicado, a companhia observa o momento desafiador enfrentado pelo varejo brasileiro, como os juros elevados, as mudanças no consumo, a intensificação da concorrência e os efeitos acumulados da pandemia.
