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Greve dos Correios passa de uma semana; TST julga dissídio na segunda

Julgamento está marcado para 13h30 e envolve impasses sobre plano de saúde, reajuste salarial e benefícios

Por Redação 18/09/2026 10h10
Greve dos Correios passa de uma semana; TST julga dissídio na segunda
Greve dos Correios - Foto: Arquivo

A greve dos trabalhadores dos Correios ultrapassou uma semana em todo o país. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) marcou para a próxima segunda-feira (21), às 13h30, o julgamento do dissídio coletivo envolvendo a categoria e a empresa.

Um dos principais pontos de divergência é a mudança no modelo do plano de saúde. Os trabalhadores são contrários à intenção dos Correios de deixar a condição de mantenedora para atuar como patrocinadora do CorreiosSaúde.

Segundo a categoria, a alteração pode aumentar os custos e as mensalidades para empregados, aposentados e dependentes, além de resultar na perda de direitos trabalhistas. Os sindicatos também rejeitaram a proposta inicial apresentada pela direção dos Correios, que previa reajuste de 0,87%.

Reivindicações


Os trabalhadores pedem uma recomposição salarial de acordo com a inflação acumulada, além de ganho real. A categoria considera que o percentual oferecido pela empresa está abaixo do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Entre as demais reivindicações estão a retomada do adicional tradicional de 70% sobre as férias e do pagamento de 200% pelo trabalho realizado em repousos ou feriados.

Os funcionários também contestam a proposta de extinguir gratificações específicas, como as destinadas a motoristas e trabalhadores responsáveis por quebra de caixa, além do vale extra de Natal.

TST determina manutenção de 80% do efetivo


Ao analisar a legalidade da paralisação, o TST determinou que 80% do efetivo permaneça trabalhando em cada unidade dos Correios.

A decisão foi tomada pelo presidente do tribunal, ministro Vieira de Mello Filho, que considerou a essencialidade dos serviços prestados pela empresa e os impactos que uma paralisação pode provocar durante o período eleitoral de 2026.

Federação critica posicionamento dos Correios


A Federação Interestadual dos Empregados da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Findect) afirmou, em nota, que a categoria espera medidas concretas para a retomada das negociações.

A entidade criticou o destaque dado pela empresa a outros assuntos enquanto o acordo coletivo continua sem solução.

“Em meio a uma greve e com o acordo coletivo sem solução, a empresa dedica espaço a novos uniformes, tamanhos, tecidos e procedimentos de entrega, enquanto a questão que mais preocupa os trabalhadores permanece sem resposta: a garantia do plano de saúde.”

Segundo a federação, as aquisições mencionadas pelos Correios são relevantes, mas estariam sendo realizadas em um momento considerado inadequado pela entidade.

Correios afirmam manter serviços


Em nota, os Correios informaram que os serviços continuam funcionando em todo o país e que a empresa adota medidas para reduzir possíveis impactos da paralisação, classificada como parcial.

Entre as estratégias citadas estão o deslocamento de funcionários administrativos para atividades operacionais, o remanejamento de veículos e a realização de mutirões para manter o fluxo logístico.

A empresa orienta os clientes a acompanharem o rastreamento das encomendas pelo site ou aplicativo e aguardarem a entrega nos endereços informados.

Para situações específicas, os clientes podem entrar em contato pelos telefones 4003-8210 e 0800-881-8210, pelo chat ou pelo serviço Fale Conosco disponível no portal oficial dos Correios.