Nacional
Empresário vira réu por agredir esposa e tem prisão preventiva mantida
Agressão ocorreu na noite do último dia 14, quando o casal retornava de um jantar em Pinheiros, zona oeste de São Paulo
O empresário Ivo Vel Kos, preso por agredir a esposa em São Paulo, tornou-se réu por lesão corporal e ameaça, após a Justiça acatar denúncia da promotora Fabíola Sucasas.
Nesta terça-feira (18), a Vara do Foro Central de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher negou o pedido da defesa para converter a prisão preventiva em domiciliar.
A agressão ocorreu na noite do último dia 14, quando o casal retornava de um jantar em Pinheiros, zona oeste da capital. Segundo relatos, a discussão começou ainda no carro, onde Kos desferiu socos no rosto e no corpo da cirurgiã-dentista Giulia Falcão.
A violência prosseguiu na residência do casal. Giulia foi atingida na mão com um taco de beisebol e ameaçada com um dispositivo de choque elétrico.
“Quando ela tentou pedir socorro pelo celular, o aparelho foi retirado pelo acusado. Em seguida, ao tentar deixar o imóvel, a mulher sofreu ameaças de morte caso saísse da residência. Ela conseguiu fugir e pedir ajuda a vizinhos, que acionaram a Polícia Militar”, informou o Ministério Público de São Paulo (MPSP).
O laudo do exame de corpo de delito apontou lesões leves, como edemas e equimoses no rosto, especialmente na região dos olhos e do nariz, além de ferimento na mão direita.
“Para oferecer a denúncia, a promotoria considerou, além do relato da vítima, as lesões constatadas pelos policiais que atenderam a ocorrência, a admissão do próprio investigado de que havia dado um soco no rosto da mulher e os laudos periciais”, destacou o MPSP.
De acordo com o Ministério Público, Giulia relatou que não foi um episódio isolado, mencionando histórico de agressões, ameaças de morte, controle, perseguição e episódios de enforcamento, sufocamento e estrangulamento.
Com base na análise da escalada das agressões e do risco à vida da vítima, a Justiça concedeu medidas protetivas de urgência, proibindo o empresário de manter contato com a esposa por qualquer meio, seja eletrônico, pessoalmente ou por terceiros. A decisão também impôs distância mínima de 300 metros da vítima, de sua residência, local de trabalho e de familiares.
A medida ainda garante o retorno de Giulia à casa em que vivia com o agressor, já que, após a prisão em flagrante, familiares do acusado teriam trocado as fechaduras da residência, impedindo o acesso da dentista. O carro e todos os pertences da vítima permaneciam no imóvel.
