Economia

Unitree estreia com alta de 600% e se destaca entre empresas de robótica

Interesse dos investidores de varejo foi notável: a fatia destinada a esse público foi subscrita mais de 5.500 vezes

Por Sputnik Brasil 19/08/2026 17h05
Unitree estreia com alta de 600% e se destaca entre empresas de robótica
Robôs da Unitree são conhecidos por apresentações impactantes em eventos públicos - Foto: © REUTERS Tingshu Wang

A Unitree protagonizou uma das maiores estreias da história recente da Bolsa de Xangai ao registrar alta superior a 600% em suas ações, refletindo o entusiasmo dos investidores chineses pelo setor de tecnologia.

Em seu primeiro dia de negociação, os papéis da Unitree chegaram a saltar 629% antes de estabilizar em torno de 578%, após o IPO ter sido precificado em 150,8 yuans (R$ 115,51). Com isso, a companhia passou a ser avaliada em cerca de US$ 9 bilhões (mais de R$ 46,5 bilhões). No início das operações, o valor de mercado chegou a ultrapassar brevemente 400 bilhões de yuans (aproximadamente R$ 308 bilhões), colocando a Unitree entre as empresas mais valiosas da China.

O interesse dos investidores de varejo foi notável: a fatia destinada a esse público foi subscrita mais de 5.500 vezes, impulsionada pela popularidade dos robôs da Unitree, conhecidos por apresentações impactantes em eventos públicos.

Analistas ouvidos por veículos internacionais destacam que o movimento reflete o momento de avaliações recordes no setor tecnológico chinês, sustentado por políticas governamentais favoráveis e alta demanda de mercado.

O salto nas ações elevou o preço sobre lucro da Unitree para quase 1.200, evidenciando expectativas elevadíssimas para seu crescimento. A empresa entregou 5.500 robôs humanoides no último ano e se consolida como uma das poucas fabricantes do segmento listadas em bolsa, enquanto concorrentes como AgiBot permanecem privadas e a UBTech negocia em Hong Kong.

Segundo analistas internacionais, o IPO da Unitree estabelece um novo parâmetro para futuras listagens de empresas chinesas de robótica humanoide, servindo como referência de avaliação para o setor. O movimento ocorre mesmo diante da recente proibição, pela Comissão Federal de Comunicações (FCC) dos EUA, da importação de robôs humanoides, medida vista como direcionada a produtos chineses.