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PF apura mensagens envolvendo Lulinha em suposto tráfico de influência

Diálogos mostram Lulinha relatando encontros com nomes estratégicos do governo, como Marco Aurélio Santana Ribeiro, então chefe de gabinete da Presidência

Por Sputnik Brasil 18/08/2026 14h02
PF apura mensagens envolvendo Lulinha em suposto tráfico de influência
Polícia Federal (PF) investiga mensagens encontradas no celular da empresária Roberta Luchsinger - Foto: © Marcelo Camargo/Agência Brasil

A Polícia Federal (PF) investiga mensagens encontradas no celular da empresária Roberta Luchsinger que mencionam reuniões de negócios com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e autoridades do governo federal, sugerindo possível tráfico de influência. O material motivou a abertura de inquérito autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), e Lulinha deve ser intimado a depor.

De acordo com informações divulgadas por um portal de notícias, a PF já concluiu a análise do conteúdo apreendido e agora pretende ouvir Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As mensagens, trocadas desde 2023, são consideradas o eixo central da investigação.

Os diálogos mostram Lulinha relatando encontros com nomes estratégicos do governo, como Marco Aurélio Santana Ribeiro, então chefe de gabinete da Presidência, e Swedenberger Barbosa, ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde. A PF apura se Lulinha teria atuado para favorecer empresas parceiras, inclusive em negociações sobre autorização de produtos à base de cannabis, tema sensível dentro do ministério.

Roberta Luchsinger, amiga de Lulinha, é investigada por supostamente usar sua proximidade com o filho do presidente para facilitar acesso ao governo. Ela teria atuado ao lado de Antonio Camilo Antunes, conhecido como "careca do INSS", e é suspeita de intermediar pagamentos mensais a Lulinha, conforme apontam apurações preliminares da PF.

Em outra conversa, Roberta alerta Lulinha sobre terceiros que estariam usando seu nome para tentar "fechar negócio gigante" na Telebras. Ele questiona: "Já desmentiu?", e ela responde afirmando que negou a informação e que qualquer negociação só ocorreria com sua participação. Para a PF, esses episódios indicam que um grupo buscava se beneficiar política e economicamente da relação com o filho do presidente.

A investigação segue com análise detalhada das mensagens, oitivas e possíveis medidas judiciais antes dos depoimentos. Segundo a PF, o material é "vasto" e apresenta elementos suficientes para aprofundar a apuração sobre influência indevida em órgãos federais.

O advogado de Roberta Luchsinger declarou que respeitará o sigilo do processo. Já o representante de Lulinha afirmou não ser possível confirmar a autenticidade das mensagens e classificou o episódio como "vazamento criminoso" e fora de contexto.