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VÍDEO: Mulher trans presa viraliza após vídeos sobre tentativa de homicídio

Maria Clara teve prisão preventiva decretada após declarar que atacou homem com facão e fazer novas ameaças em entrevistas gravadas após a prisão

Por Redação com g1 29/07/2026 17h05 - Atualizado em 29/07/2026 18h06
VÍDEO: Mulher trans presa viraliza após vídeos sobre tentativa de homicídio
Nas gravações, ela afirma que atacou um homem com golpes de facão após ele e a companheira terem ameaçado e agredido sua mãe - Foto: Reprodução / Redes Sociais

Vídeos de entrevistas concedidas por Maria Clara, mulher trans presa por suspeita de tentativa de homicídio em Bacabal, no Maranhão, ganharam grande repercussão nas redes sociais. Nas gravações, feitas após a prisão, ela afirma que atacou um homem com golpes de facão após uma suposta agressão contra sua mãe. As informações foram divulgadas nessa terça-feira (28) pelo portal g1.

As imagens não registram o momento do ataque, mas mostram declarações feitas pela suspeita durante entrevistas concedidas na chegada à delegacia. Em um dos vídeos, Maria Clara afirma não se arrepender do crime e diz que teria cometido o homicídio caso a vítima tivesse morrido.

“Não, eu não tô arrependido, não. Eu arrependi porque eu não matei. Se eu tivesse matado, ia ficar melhor”, declarou.

Durante as gravações, ela também afirmou que pretendia matar o casal envolvido no caso caso deixasse a prisão. As declarações foram consideradas pela Justiça como um dos motivos para a conversão da prisão em flagrante em preventiva.


Suspeita teria atacado homem após briga

Segundo a decisão judicial, a investigação inicial aponta que a confusão começou após uma discussão entre Yasmin de Sousa Pereira e Antônia de Souza, mãe de Maria Clara. Conforme o documento, Yasmin teria atingido Antônia com um pedaço de madeira.

Na sequência, Maria Clara teria avançado contra Yasmin usando um facão. O companheiro dela, José Ferreira da Silva Neto, teria tentado intervir e acabou sendo atingido pelos golpes.

Ainda de acordo com a decisão, José Ferreira sofreu ferimentos no antebraço direito e na mão esquerda, incluindo um corte profundo, lesão em um tendão e perda de tecido. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Regional Laura Vasconcelos, onde passou por cirurgia.

Briga foi registrada por drone

O caso aconteceu em um imóvel conhecido como prédio da antiga Coca-Cola, no Centro de Bacabal. Segundo a Polícia Militar, um drone do 15º Batalhão registrava imagens da região por causa de um evento próximo quando identificou a confusão.

Após perceber a ocorrência, uma equipe policial foi enviada ao local. Os agentes encontraram Antônia de Souza ferida na cabeça e prenderam Maria Clara. O facão que teria sido usado no ataque foi apreendido.

Em uma das entrevistas, concedida ao repórter Samuel David, do portal Meu Bixim, Maria Clara inicialmente afirmou que só falaria sobre o caso com o delegado e o advogado. Depois, ao ser questionada sobre o motivo da prisão, confirmou que se tratava de uma tentativa de homicídio.

Ela também declarou que seria responsável pela venda de drogas, após ser questionada sobre uma possível ligação da mãe com o comércio ilegal de entorpecentes. As falas passaram a circular nas redes sociais após a divulgação dos vídeos.

Na decisão que decretou a prisão preventiva, o juiz João Bruno Farias Madeira destacou que as declarações indicavam risco de novas agressões contra as vítimas caso a suspeita fosse libertada.

Prisão preventiva 

Durante a audiência de custódia, o Ministério Público do Maranhão (MP-MA) solicitou a conversão da prisão em flagrante para preventiva. A defesa pediu o relaxamento da prisão ou a aplicação de medidas cautelares alternativas.

O pedido de prisão preventiva foi aceito pela Justiça, que considerou a gravidade dos ferimentos, a necessidade de cirurgia da vítima, as ameaças registradas nos vídeos e o risco de novos crimes.

Segundo a decisão, Maria Clara possui condenações anteriores e responde a outro processo criminal em andamento.

A suspeita permanece presa preventivamente. A Polícia Civil continua investigando o caso e deve concluir o inquérito antes do encaminhamento ao Ministério Público.