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Alagoas se destaca no artesanato nacional e conquista 11 prêmios do Sebrae
Estado fica atrás apenas de Minas Gerais no número de premiados desta edição
Alagoas conquistou 11 das 100 vagas da 6ª edição do Prêmio Sebrae TOP 100 de Artesanato e alcançou o segundo lugar entre os estados com maior número de vencedores. O resultado coloca o estado ao lado do Piauí, também com 11 premiados, atrás apenas de Minas Gerais, que lidera o ranking com 21 reconhecidos.
A conquista reúne artesãos e unidades produtivas de diferentes regiões de Alagoas, evidenciando a diversidade da produção artesanal no estado. Nesta edição, os vencedores são de Pão de Açúcar, Penedo, Teotônio Vilela, Marechal Deodoro, Maceió, Belo Monte e Capela.
Mais do que avaliar a estética das peças, o Prêmio Sebrae TOP 100 de Artesanato reconhece as unidades de produção artesanal consideradas mais competitivas do país. Entre os critérios estão a qualidade dos produtos, as boas práticas de produção e a gestão dos negócios.
Para o diretor técnico do Sebrae Alagoas, Keylle Lima, o resultado demonstra o amadurecimento dos pequenos negócios ligados ao artesanato e a preparação dos profissionais para transformar a produção cultural em oportunidade econômica.
“O TOP 100 reconhece o trabalho que existe por trás do produto, para além da beleza dele, ou seja, a gestão do negócio, a organização, a capacidade de produção, a qualidade e a preparação do artesão para o mercado. É uma chancela que transmite mais segurança para quem compra e mostra que aquele empreendimento está preparado para fazer negócios”, explica.
Segundo Marina Gatto, analista do Sebrae Alagoas, o reconhecimento também reflete um processo de preparação desenvolvido ao longo dos anos e valoriza a identidade cultural presente nas produções do estado.
“Esse resultado representa muito mais do que uma premiação, pois mostra a força, a qualidade e, principalmente, a identidade do artesanato de Alagoas. São trabalhos que carregam cultura, história e características do nosso território e que têm valor para ocupar espaços cada vez maiores”, destaca.
Representantes alagoanos
Na Ilha do Ferro, em Pão de Açúcar, Camille Souza está entre os vencedores com o Ateliê Boca do Vento. A artesã atribui parte da identidade de seu trabalho ao legado do avô, Fernando Rodrigues, e considera a premiação uma forma de reconhecimento dessa trajetória.
“Receber o Prêmio Top 100 é uma emoção que quase não consigo explicar. É ver reconhecida uma história que começou com o meu avô, o saudoso Fernando Rodrigues, e que hoje carrego como um legado. Esse prêmio representa muito mais que uma conquista, ele mostra a força de uma mulher que leva consigo o talento das suas raízes, da sua terra e da sua arte”, afirma Camille, que aparece na relação oficial entre os vencedores de Pão de Açúcar.
Em Penedo, Ana Cristina, da FuloA, também integra a lista de premiados. Moradora da zona rural do município, ela faz parte de um grupo de mulheres que encontrou no artesanato uma maneira de ampliar o alcance da produção local. Esta é a segunda vez que o trabalho participa da seleção dos Top 100 do Brasil.
“Somos um grupo de mulheres da zona rural de Penedo e estamos levando o nosso trabalho para o mundo. Participar do Top 100 era um sonho e ver esse sonho realizado pela segunda vez é muito gratificante.”
Também está entre os vencedores Sthefany Torres, da Minha Casa de Taipa, de Marechal Deodoro. Para ela, o reconhecimento representa tanto uma conquista pessoal quanto a confirmação do trabalho desenvolvido.
“Estou muito feliz por ser uma das vencedoras. Para mim, essa premiação é uma resposta ao meu trabalho e representa uma realização profissional e pessoal. Estou muito grata e realizada”, afirma Sthefany.
Além das três artesãs, a relação de vencedores de Alagoas inclui Aberaldo Sandes Costa Lima; André Felipe Messias dos Santos; Associação de Artesanato em Madeira da Ilha do Ferro; Associação de Inclusão Social Bordadeiras de Penedo - Pontos e Contos; Cooperativa de Trabalho dos Artesãos da Barra Nova; Instituto Bordado Filé da Região das Lagoas Mundaú Manguaba - Inbordal; Mestre Jasson Artesão; e Sil da Capela.
Reconhecimento pode ampliar negócios
Para Marina Gatto, a premiação pode continuar gerando efeitos para os artesãos mesmo após a divulgação dos vencedores. A chancela nacional tende a ampliar a visibilidade das marcas, fortalecer a confiança de compradores e facilitar o acesso a novos mercados.
“Acompanho muitos desses artesãos há anos e vejo de perto o crescimento, a dedicação e o esforço de cada um. Estar entre os Top 100 é um reconhecimento nacional que traz visibilidade, fortalece a marca e pode abrir novas portas. Ver Alagoas chegar ao segundo lugar é motivo de comemoração e mostra que o artesanato pode gerar renda, preservar cultura e levar o nome do estado cada vez mais longe”, completa.
Criado em 2006, o Prêmio Sebrae TOP 100 de Artesanato se consolidou como uma das principais iniciativas de valorização do setor na América Latina. Os vencedores desta edição poderão utilizar o selo da premiação durante três anos.
A entrega oficial está prevista para novembro, no Centro Sebrae de Referência do Artesanato Brasileiro (CRAB), no Rio de Janeiro. Além de receberem o reconhecimento, os premiados participarão de uma rodada internacional de negócios, ampliando as possibilidades de contato com novos compradores e mercados.
