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Após ser rejeitado, homem incendeia casa com mulher desacordada dentro

Vítima foi retirada pela janela da residência em chamas e segue internada após inalar fumaça

Por Redação 29/07/2026 10h10
Após ser rejeitado, homem incendeia casa com mulher desacordada dentro
Mulher de 41 anos foi encontrada desacordada dentro do imóvel incendiado - Foto: Polícia Militar/Divulgação

Uma mulher de 41 anos foi resgatada inconsciente de uma casa em chamas no bairro Candola, em Bambuí, no Centro-Oeste de Minas Gerais, após um homem de 31 anos atear fogo no imóvel. Segundo a Polícia Militar, o suspeito confessou ter provocado o incêndio depois de ser rejeitado pela vítima, que não quis manter um relacionamento amoroso com ele.

O caso ocorreu no último domingo (26) e mobilizou equipes da Polícia Militar e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ao chegarem ao local, os policiais encontraram a residência trancada e tomada pela fumaça. Informações de vizinhos indicavam que havia uma pessoa no interior do imóvel.

Segundo a tenente Camila Pedra, a mulher já estava desacordada no chão da sala quando os militares conseguiram localizá-la.

“Certamente teria uma pessoa dentro da casa, segundo informações de vizinhos. Em averiguação os militares constataram que a casa estava toda trancada, e a mulher, de 41 anos, já estava desacordada no chão da sala”, afirmou a tenente.

Diante da situação, os policiais arrombaram uma janela da residência para acessar o imóvel. Como a sala já estava completamente tomada pelas chamas, a vítima precisou ser retirada pelo mesmo local utilizado pelos militares.

“Os policiais solicitaram apoio de outra guarnição e conseguiram retirar a mulher por essa janela, porque a sala estava tomada pelas chamas. A mulher foi retirada pela janela, foram realizados os primeiros socorros e posteriormente o Samu foi acionado para fazer o resgate da vítima”, relatou Camila Pedra.

A vítima foi encaminhada ao Hospital Nossa Senhora do Brasil, onde permanece internada devido à inalação de fumaça e queimaduras nas vias aéreas. O estado de saúde dela não foi divulgado.

Durante a ocorrência, um cachorro também foi encontrado dentro da residência. Como testemunhas informaram que outras pessoas poderiam estar no imóvel, os policiais realizaram uma nova busca utilizando mangueiras e equipamentos de combate ao incêndio, mas não localizaram mais ninguém.

O fogo destruiu grande parte da casa e provocou o desabamento de parte do telhado. Como a unidade do Corpo de Bombeiros mais próxima fica a cerca de 60 quilômetros do município, a ocorrência contou com o apoio de um caminhão de combate a incêndios pertencente a uma usina local.

Alguns policiais militares também precisaram de atendimento médico após inalarem fumaça durante o resgate e permaneceram em observação.

“A ação dos militares foi fundamental no salvamento dessa mulher. Infelizmente eles inalaram fumaça, mas conseguiram salvar a vida dela e após serem hospitalizados, eles passam bem”, destacou a tenente.

As investigações apontaram que a vítima participava de uma confraternização na residência antes do crime. Uma testemunha informou que ela permaneceu no local apenas com o suspeito após a saída dos demais convidados.

Ao ser localizado e preso, o homem confessou que nutria sentimentos amorosos pela vítima e afirmou ter cometido o crime após ela rejeitar um relacionamento.

“Ela não deu bola para mim”, disse em depoimento.

Segundo a Polícia Militar, após a rejeição, o suspeito colocou fogo em uma colcha que estava sobre o sofá da residência. As chamas se espalharam rapidamente pelo imóvel.

“Até o momento, recebemos informações de uma possível discussão e conseguimos contato com uma amiga que estava nessa confraternização. A vítima continuava na casa com um amigo de 31 anos. Fomos atrás e o rapaz disse que tinha sentimento amoroso por ela e que ela não queria nada com ele”, afirmou a tenente.

O caso foi registrado inicialmente como tentativa de feminicídio e incêndio criminoso. Após passar por audiência de custódia, a prisão em flagrante do suspeito foi convertida em prisão preventiva.

A Polícia Civil segue investigando as circunstâncias do crime.