Nacional
Justiça decreta prisão de advogado por atropelar homem duas vezes em SP
Investigado é suspeito de atingir e arrastar motociclista após acidente na zona sul da capital paulista
A Justiça de São Paulo decretou a prisão preventiva do advogado Jeferson Nascimento Barros, investigado por atropelar e arrastar um motociclista de 66 anos na zona sul da capital paulista. A decisão foi tomada horas após o acidente registrado na madrugada de sábado (18) e também autorizou o cumprimento de mandados de busca e apreensão relacionados ao caso.
Segundo informações da investigação, o motociclista Cid Baldacci Correia, de 66 anos, foi atingido após uma manobra realizada pelo veículo conduzido pelo advogado na Estrada de Itapecerica, na zona sul de São Paulo.
De acordo com o boletim de ocorrência, após a colisão inicial, o motorista teria passado novamente sobre a vítima, arrastando o motociclista antes de deixar o local. A sequência foi registrada por testemunhas e os vídeos passaram a integrar o material analisado pela polícia.
A vítima foi socorrida e encaminhada para atendimento médico. Após permanecer sob cuidados hospitalares, recebeu alta no dia seguinte ao acidente.
Além da ordem de prisão, a Justiça autorizou buscas na residência e no local de trabalho do investigado. Até a manhã desta segunda-feira (20), ele ainda não havia sido localizado pelas autoridades.
O veículo envolvido no caso, um Hyundai HB20, foi apreendido para perícia. A polícia também solicitou a apreensão do telefone celular do advogado como parte das diligências.
Testemunhas ouvidas pelos investigadores relataram que o motorista apresentava sinais visíveis de embriaguez. Pessoas que estavam no carro confirmaram que o grupo retornava de uma casa noturna na região do Campo Limpo quando ocorreu o acidente.
A defesa de Jeferson Nascimento Barros afirmou, em nota, que ele não se apresentou às autoridades devido a supostas ameaças de morte recebidas após a repercussão do caso. Os advogados sustentam que o investigado acionou ajuda médica e permaneceu inicialmente no local para prestar socorro.
A versão apresentada pela defesa também contesta a hipótese de um atropelamento intencional. Segundo os advogados, durante a confusão após a colisão, uma testemunha teria interferido fisicamente na direção do veículo, provocando a perda de controle do automóvel e ocasionando o segundo contato com a vítima.
"Por se tratar de um veículo com transmissão automática, essa interferência física externa provocou uma tração abrupta, fazendo com que ele perdesse totalmente o controle da direção e causando o trágico e involuntário segundo contato", afirmou a defesa em nota.
Para a Polícia Civil, os elementos reunidos até o momento apontam para a prática de tentativa de homicídio doloso, quando há intenção ou aceitação do risco de provocar a morte. Com base nesse entendimento, foi solicitado o pedido de prisão preventiva, posteriormente autorizado pela Justiça.
As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes da ocorrência.

