Nacional
Professora é presa suspeita de produzir imagens de crianças para empresário
Investigadores apuram a extensão dos crimes e não descartam novas linhas de investigação a partir das perícias realizadas nos equipamentos apreendidos
Uma operação da Polícia Civil do Paraná resultou na prisão de uma professora de 52 anos e de um empresário de 54 anos investigados por suposta produção e compartilhamento de material relacionado à exploração sexual infantil. As investigações apontam que os registros teriam sido feitos dentro de um Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) em Céu Azul, no oeste paranaense.
A ação foi deflagrada na manhã de quinta-feira (16) e teve como alvo imóveis localizados nos municípios de Céu Azul e Cascavel. Segundo a Polícia Civil, a investigação começou após denúncias encaminhadas à Delegacia da Mulher de Cascavel.
De acordo com os levantamentos iniciais, a professora, que atuava no berçário de um Centro Municipal de Educação Infantil, é suspeita de registrar imagens durante atividades de rotina envolvendo bebês. O material, conforme a apuração policial, teria sido encaminhado ao empresário Fernando Antonio Dorne, conhecido na região por apresentar um tradicional programa de sorteios de prêmios.
As autoridades informaram ainda que os dois investigados mantinham um relacionamento amoroso, circunstância que, segundo a investigação, teria facilitado a troca frequente dos conteúdos.
Durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão, policiais recolheram aparelhos celulares e outros materiais que passarão por perícia técnica. A análise dos dispositivos deverá auxiliar na identificação da origem, da quantidade e do destino dos arquivos investigados.
Além dos crimes relacionados à produção e ao compartilhamento de imagens envolvendo nudez infantil, previstos nos artigos 240 e 241-A do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), a Polícia Civil apura se houve outras práticas criminosas contra as vítimas.
Após a operação, os suspeitos foram encaminhados à Delegacia de Matelândia e, posteriormente, transferidos para a Cadeia Pública de Medianeira, onde permanecem à disposição da Justiça.
Em nota oficial, a Prefeitura de Céu Azul classificou o caso como um episódio sem precedentes na rede municipal de ensino e informou que acompanha os desdobramentos da investigação. O município também afirmou que adotará as medidas administrativas cabíveis em relação à servidora investigada.
Já a defesa de Fernando Antonio Dorne declarou ter sido surpreendida pela decretação da prisão preventiva. Segundo o advogado, até o momento não teriam sido apresentados elementos materiais suficientes para comprovar as acusações, sustentando que a decisão estaria baseada principalmente no relato de uma testemunha. O empresário nega envolvimento nos fatos investigados.
Até a publicação desta reportagem, a defesa da professora não havia se manifestado. O espaço permanece aberto para eventuais posicionamentos.

