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Piloto em formação morre após participar de ritual com banho de óleo

Conhecido como "banho de óleo", o ritual é adotado por diversas escolas de pilotagem para celebrar marcos importantes na carreira dos alunos

Por Redação 17/07/2026 10h10
Piloto em formação morre após participar de ritual com banho de óleo
Gustavo Henrique Lara tinha 27 anos e realizava etapas importantes da formação para se tornar piloto - Foto: Arquivo Pessoal

O que deveria marcar uma conquista na trajetória de um futuro piloto terminou em tragédia no Paraná. O engenheiro Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, morreu após sofrer uma grave reação alérgica durante uma celebração tradicional realizada por uma escola de aviação em Ponta Grossa. O caso é investigado pela Polícia Civil, que busca esclarecer as circunstâncias da ocorrência.

A morte de Gustavo Henrique Lara, de 27 anos, provocou comoção entre familiares, amigos e integrantes da comunidade aeronáutica. O jovem participava de uma comemoração após concluir uma etapa de sua formação quando passou mal e precisou ser socorrido.


Segundo as investigações, a celebração envolvia um ritual conhecido como "banho de óleo", tradição presente em diversas escolas de aviação do país. A prática costuma ser realizada para marcar conquistas consideradas importantes na formação de pilotos, como o primeiro voo solo.


De acordo com a Polícia Civil, a substância utilizada era um óleo empregado em motores de aeronaves. O material teria sido lançado sobre Gustavo durante a cerimônia por um instrutor da escola.


Após o contato com o produto, o jovem apresentou um grave quadro de saúde. Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas e realizaram os primeiros atendimentos antes do encaminhamento ao hospital.


Conforme informou a RPC, afiliada da TV Globo no Paraná, Gustavo sofreu uma reação anafilática, considerada a forma mais severa de reação alérgica. Durante o atendimento, ele apresentou uma crise convulsiva e sofreu três paradas cardiorrespiratórias. Apesar dos esforços das equipes médicas, não resistiu.


O instrutor responsável por aplicar a substância se apresentou espontaneamente à delegacia. Segundo a polícia, ele confirmou ter participado da celebração e afirmou que o procedimento costuma ser realizado apenas do pescoço para baixo.


O homem foi preso em flagrante por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, ele prestou depoimento e foi liberado após pagamento de fiança no valor de R$ 3 mil.


Em nota, a Polícia Civil informou que, até o momento, não foram identificados elementos que indiquem intenção de provocar a morte da vítima.


A investigação agora busca esclarecer detalhes do episódio, incluindo:

A composição da substância utilizada

A quantidade aplicada durante o ritual

As áreas do corpo atingidas

A relação entre o procedimento e a morte do jovem


Para auxiliar na apuração, foram solicitados exames necroscópico, toxicológico e químico-pericial. A polícia também pretende analisar imagens, documentos e ouvir testemunhas, participantes da cerimônia e familiares da vítima.


Nas redes sociais, amigos e parentes prestaram homenagens a Gustavo, lembrando seu sonho de seguir carreira na aviação.


"Hoje era para ser o dia mais feliz da vida dele, pois estava realizando o seu maior sonho. Menino lindo, com um coração gigante, vai deixar muita saudades", escreveram.


Uma prima também lamentou a perda:


"Que tristeza imensa, Gustavo Henrique Lara. Você foi um grande primo e amigo. Nas horas que eu mais precisei vc ligava e me levava pra passear."


A identidade do instrutor e o nome da escola de aviação não foram divulgados pelas autoridades.